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Ex-presidente acusa governo de Michel Temer de desligar 900 mil beneficiados do programa e voltou a defender a justa distribuição de renda

Durante visita ao acampamento do Levante Popular, em Belo Horizonte, Lula criticou os cortes ao programa
Ricardo Stuckert/Divulgação - 07.09.16
Durante visita ao acampamento do Levante Popular, em Belo Horizonte, Lula criticou os cortes ao programa "Bolsa Família"

Em  discurso na noite desta quarta-feira (7) no estádio Mineirinho, em Belo Horizonte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou cortes no Bolsa Família e desafiou os opositores do programa a viverem um “dia de pobre”.

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A fala de Lula ocorreu durante o 3° Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, organização crítica ao impeachment que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República.

Seus integrantes defendem que o processo foi um golpe e pedem a saída do presidente Michel Temer, a convocação de eleições diretas e de uma assembleia constituinte.

Segundo Lula, o governo de Temer desligou do Bolsa Família mais de 900 mil beneficiados. “Eles acham que é esmola. Disseram que eu estava criando vagabundos no País", lamentou. 

Em discurso, ex-presidente reiterou acreditar na distribuição de renda como fundamental para o crescimento do País
Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 2.9.16
Em discurso, ex-presidente reiterou acreditar na distribuição de renda como fundamental para o crescimento do País

O ex-presidente reiterou acreditar na distribuição de renda como medida fundamental para o crescimento do País. “Dê R$ 1 bilhão a um rico e ele vai transformar o dinheiro em uma conta bancária. Dê R$ 50 a um pobre e ele vai comprar o que comer, o comércio vai produzir, a indústria vai se desenvolver e os empregos vão surgir”.

Para Lula, a participação política é outro fator fundamental para superar a atual crise brasileira. “Toda vez que se nega a política nasce um Hitler, nasce um Bolsonaro. Quando as pessoas começam a rejeitar a política não é a esquerda que cresce, é a direita. E não é a direita civilizada. É a direita raivosa”, assegurou.

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O petitsta pediu mais tolerância na política para que as pessoas não se afastem dos processos democráticos. "Nós queremos mais gente participando da política e não queremos as pessoas se afastando da política por esses episódios [de violência]. Vamos mostrar que, na nossa democracia, nós sabemos conviver com a diversidade”, suplicou. 

Lula também pediu mais tolerância na política para que as pessoas não se afastem dos processos democráticos no Brasil
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula 25.08.2016
Lula também pediu mais tolerância na política para que as pessoas não se afastem dos processos democráticos no Brasil


Evento

O Levante Popular da Juventude é uma organização de esquerda que surgiu em 2006 no Rio Grande do Sul e tem o objetivo de mobilizar jovens para transformar a sociedade. A coordenação estima que há cerca de 20 mil integrantes no Brasil.

Os acampamentos nacionais ocorrem a cada dois anos e é a instância máxima de deliberação do Levante Popular da Juventude. 

Também estiveram presentes no evento o senador Lindbergh Farias (PT), os deputados federais Patrus Ananias (PT), Jô Moraes (PCdoB) e Maria do Rosário (PT) e o governador mineiro Fernando Pimentel (PT).

*Com informações da Agência Brasil

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