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Todos os manifestantes soltos são maiores; decisão foi tomada em audiência de custódia no Fórum Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo

Segundo advogado ativista,
Rovena Rosa/Agência Brasil - 4.9.16
Segundo advogado ativista, "o Poder Judiciário entendeu que prisões efetuadas no protesto contra Temer foram ilegais"

A Justiça mandou soltar nessa segunda-feira (5) 18 dos 27 manifestantes detidos no protesto contra o presidente da República, Michel Temer, em São Paulo. Todos os manifestantes soltos são maiores. A decisão foi tomada em audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da cidade.

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Um grupo de aproximadamente 30 pessoas, gritaram  juntos com os jovens soltos“fora, Temer ”, e “não tem arrego", no momento em que eles deixaram o fórum.

Segundo o advogado ativista Marcelo Feller, "o Poder Judiciário entendeu que essa decisão foi ilegal. O juiz relaxou a prisão ao entender que não houve cometimento de crime nenhum por parte das pessoas que estavam detidas”. De acordo com ele, a partir da decisão, os jovens não responderão mais ao processo criminal, mas poderão continuar a ser investigados.

“Nas palavras do juiz, ele disse que vivemos, independentemente de entendimentos políticos de todos, dias tristes para nossa democracia, e disse textualmente: triste do povo em que seus cidadãos têm que aguentar as coisas de boca fechada”, disse Feller, que acompanhou a audiência de custódia.

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“Foi tudo um grande abuso de poder, todo mundo falando que eram ordens superior. Forjaram provas e ainda puseram armas [brancas] falando que tínhamos que dizer que eram nossas”, disse uma das manifestantes identificada como Sofia. Ainda segunda ela, apesar de a prisão ter ocorrido por volta das 15h30, até as 5 h  não havia sido informado a eles o motivo da detenção.

De acordo com Sofia, no momento em que foram presas, as mulheres detidas foram obrigadas a se dirigirem ao banheiro da estação de metrô Vergueiro e a ficarem nuas para serem revistadas por policiais femininas.

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“Durante o enquadro, um policial começou a me revistar e me disse: você eu conheço. E me deu um soco na minha costela e na sequência e ele pegou uma barra de ferro azul entortada, e disse: ela é sua. E no boletim consta como se a barra fosse minha. Diz que estava na minha mochila. E eu nem tinha mochila”, disse um dos detidos que se identificou como Gabriel.

O comandante do Policiamento da Capital, Dimitrios Fyskatoris, defendeu a atuação da PM, em coletiva de imprensa,  e disse não reconhecer nenhum excesso da tropa durante a manifestação contra Temer.

*Com informações da Agência Brasil

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