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Ex-presidente da OAS foi preso pela segunda vez na operação nesta segunda-feira; nova oitiva com empresário foi marcada para 13 de setembro

Pinheiro é réu na ação penal em que o ex-senador Gim Argello é acusado de tentar evitar a chamada de empreiteiros em CPI
Rafael Arbex/Estadão Conteúdo - 15.5.15
Pinheiro é réu na ação penal em que o ex-senador Gim Argello é acusado de tentar evitar a chamada de empreiteiros em CPI

O juiz federal Sérgio Moro autorizou nesta terça-feira (6) novo depoimento do ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, na Operação Lava Jato.

Na segunda-feira (5), após ser preso pela segunda vez na operação, a defesa do empreiteiro pediu nova oitiva para colaborar com o processo. O novo depoimento será no dia 13 de setembro.

Pinheiro é réu na ação penal da Operação Lava Jato em que o ex-senador Gim Argello é acusado de atuar para evitar a convocação de empreiteiros na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, encerrada em 2009.

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No primeiro depoimento, prestado no dia 24 de agosto, o empreiteiro permaneceu em silêncio durante audiência com Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça Federal. Dois dias antes do depoimento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia suspendido a negociação do acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, após a divulgação pela revista Vejade vazamentos do acordo.

A decretar novamente a prisão de Pinheiro, Moro disse que a prisão não tem relação com a suspensão das negociações do acordo de delação premiada. No despacho, Moro também explicou que o pedido de prisão de Léo Pinheiro foi feito em março e que demorou para tomar a decisão para aguardar o andamento das investigações.

Na Lava Jato, o empreiteiro também responde pela suposta participação no esquema de cartel de empreiteiras na Petrobras e por, supostamente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex em Guarujá e do sítio em Atibaia.

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