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Tesoureiro na última campanha presidencial de Dilma entrou com recurso para retirar do juiz Sérgio Moro a competência para julgar o ex-ministro

Agência Brasil

Edinho Silva é citado nos depoimentos de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC
José Cruz/ Agência Brasil
Edinho Silva é citado nos depoimentos de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (6) recurso do ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva para retirar do juiz federal Sérgio Moro a competência para julgá-lo na Operação Lava Jato.

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Os advogados de Edinho recorreram ao STF para anular decisão do ministro Teori Zavascki, que remeteu para a Justiça Federal as investigações após o ex-ministro ter deixado o governo quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo, em 12 maio deste ano.

Edinho Silva atuou como tesoureiro na campanha presidencial de Dilma em 2014 e foi citado nos depoimentos de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC. Segundo os depoimentos,  Edinho teria pressionado Pessoa para receber doações para a campanha e dito que a empresa tinha contratos com a Petrobras.

Em 2015, quando as denúncias foram divulgadas, Edinho Silva afirmou que nunca tratou de assuntos relacionados a qualquer empresa  e lembrou que as contas de campanha de Dilma foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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