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Presidente da federação reiterou o posicionamento contrário ao aumento de impostos, defendeu obras de parceria público-privadas e cobrou do Banco Central a redução de taxa de juros para aumentar a oferta de crédito no País

Skaf defende a redução na taxa básica de juros para aumentar a oferta de crédito e evitar a desvalorização do dólar
Jales Valquer/Estadão Conteúdo - 31.08.2016
Skaf defende a redução na taxa básica de juros para aumentar a oferta de crédito e evitar a desvalorização do dólar


O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, divulgou uma nota comemorando o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Skaf afirmou que a transição de governo é o momento para o País "voltar aos trilhos" do crescimento e que "o novo governo chega com um voto confiança da nação". 

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Em nota à imprensa, o presidente da Fiesp classificou o momento como o fim de um "longo e desgastante processo" e frisou que "agora é hora de virar a página, deixar as diferenças para trás, arregaçar as mangas e, de braços dados, reconstruir o Brasil". 

O empresário ainda destacou que o governo interino conseguiu retomar a confiança, mas que a recuperação do País depende de medidas efetivas como o ajuste fiscal.

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Skaf reiterou seu posicionamento contrário a qualquer aumento de impostos. "O equilíbrio fiscal deve ser feito sem aumento de impostos. Os brasileiros não admitem aumento". 

Ministro das relações exteriores, José Serra em encontro com o presidente da FIESP Paulo Skaf e diversos empresários
Nelson Antoine/Estadão Conteúdo - 31.08.2016
Ministro das relações exteriores, José Serra em encontro com o presidente da FIESP Paulo Skaf e diversos empresários



A reforma da previdência voltou a ser defendida pela entidade. Obras de infraestrutura com parcerias público-privadas é outra justificativa de defesa da federação como forma de atrair investimentos.

Do Banco Central, a Fiesp cobra a redução na taxa básica de juros para aumentar a oferta de crédito e um cuidado para o dólar não se desvalorizar a ponto de comprometer as exportações brasileiras.

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"Para incentivar as exportações, que começam a se recuperar e são extremamente importantes para a retomada da economia, o Banco Central deve cuidar para que o real não se valorize demais em relação ao dólar", diz o texto da Fiesp. 

*Com informações do Estadão Conteúdo

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