Tamanho do texto

Petista volta a se emocionar em discurso ao lado de aliados pouco depois de Senado Federal aprovar seu afastamento definitivo da Presidência do País

Dilma faz discurso ao lado de aliados em frente ao Palácio da Alvorada após a votação que decidiu por seu impedimento
Reprodução
Dilma faz discurso ao lado de aliados em frente ao Palácio da Alvorada após a votação que decidiu por seu impedimento

Apesar da grande derrota que obteve no Senado Federal  no julgamento do impeachment, a agora ex-presidente Dilma Rousseff proferiu um discurso enérgico contra o processo que retirou seu mandato e afirmou que, além de recorrer contra o resultado no Supremo Tribunal Federal, seus aliados farão oposição ferrenha contra o chefe do Poder Executivo, Michel Temer.

O discurso beligerante, no qual mais uma vez se emocionou, foi contra o posicionamento de calmaria adotado por Dilma durante seu depoimento no Senado Federal , quando optou por abraçar o papel de vítima do que sua defesa classifica como golpe parlamentar no lugar de atacar parlamentares e conclamar aliados a defendê-la. 

"[O processo] é uma fraude contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis. Causa espanto que um grupo de corruptos investigados chegue ao poder, que uma poderosa força conservadora e reacionária derrube a primeira mulher eleita presidenta do Brasil sem qualquer base constuticional", pontuou ela, em meio a lágrimas. "O golpe é misógino, racista, intolerante [...] Haverá contra os responsáveis a mais ferrenha oposição que um governo pode sofrer."

Relembre a trajetória de Dilma Rousseff:

No discurso, Dilma citou o fato de o PT ter conseguido chegar ao Poder, sempre por via direta, em 2002, 2006, 2010 e 2014, e que sua saída do governo federal foi a condenação de uma inocente, "eleita por mais de 54 milhões de votos do povo".

De acordo com ela, o impeachment vai acabar atingindo todos os movimentos sociais que lutam por direitos, como trabalhistas, de moradia, educação, terra, cultura, direito aos jovens, direitos de negros, indígenas, LGBT, mulheres, entre outros.

"Este é o segundo golpe de Estado que sofro na vida. Primeiro, foi o golpe militar [...] depois, o golpe parlamentar, que me derrubou do cargo para o qual fui eleita pelo povo", resumiu Dilma. "Nós voltaremos para continuar nossa jornada pelo Brasil, onde o povo é soberano [...] Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido a qualquer ato ilícito, com dignidade e carregando no peito a mesma admiração pelo Brasil." 

    Leia tudo sobre: impeachment

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.