Tamanho do texto

Mesmo entre organizadores, expectativa é de manifestações acanhadas a partir desta segunda-feira; falta de esperança entre defensores de Dilma e ausência de dinheiro entre seus detratores é justificativa para esvaziamento

Estadão Conteúdo

Manifestantes favoráveis à permanência de Dilma Rousseff na Presidência da República, nesta segunda-feira, em Brasília
MST/Facebook/Reprodução - 29.08.16
Manifestantes favoráveis à permanência de Dilma Rousseff na Presidência da República, nesta segunda-feira, em Brasília

A calmaria nas ruas que marcou os primeiros dias do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff deverá ser quebrada por grupos pró e contra impeachment a partir desta segunda-feira (29): para todo o dia estão marcados diversos protestos das duas frentes. A expectativa, no entanto, é de que as manifestações sejam bem mais acanhadas do que as que ocorreram em etapas anteriores do processo.

LEIA MAIS:  Senador é internado e pode não votar em impeachment

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estima que a Esplanada dos Ministérios reúna no máximo 60 mil pessoas a partir deste início, bem menos do que foi registrado em 17 de abril quando a Câmara autorizou a abertura do processo do impeachment. Na ocasião, havia cerca de 90 mil pessoas no local.

Cansaço, falta de patrocínio e um desfecho de votação praticamente concretizado são as justificativas dadas por grupos contra e pró-impeachment para a baixa participação popular nos primeiros dias de julgamento no Senado Federal.

LEIA MAIS:  Quais as armas de Dilma e Temer na etapa final do impeachment?

Diante da pouca movimentação, grupos que apoiam a petista ajustaram ao longo da semana os planos para como seriam as manifestações desta segunda-feira. De início, a previsão era de realizar um ato de apoio antes de Dilma sair do Palácio do Alvorada para o Senado, onde seria ouvida por parlamentares – estratégia transformada em ato simbólico apenas em frente ao Congresso. 

Grupos pró-impeachment em manifestação recente: protestos esvaziaram após impeachment se tornar iminente
Fernando Frazão/Agência Brasil
Grupos pró-impeachment em manifestação recente: protestos esvaziaram após impeachment se tornar iminente



LEIA MAIS:  Lula se reúne com Dilma e senadores contra impeachment

Do lado pró-impeachment, a previsão também é de que protestos sejam mais reduzidos do que nas etapas anteriores do processo. Na semana passada, foram duas tentativas de manifestação, com poucas adesões. "Não há mais patrocínio", disse Beatriz Kicis, representante de grupos pró-impeachment. "Com a vitória do impeachment, que para nós é certa, a expectativa é de que pessoas venham comemorar nas ruas."

    Leia tudo sobre: impeachment

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.