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Presidente afastada, no intervalo do julgamento, levou guloseima que faz parte da manutenção da dieta Ravenna, que a petista segue desde 2015

Presidente Dilma Rousseff fala a parlamentares no Senado no julgamento do impeachment, na manhã desta segunda-feira
Marcos Oliveira/Agência Senado - 29.8.16
Presidente Dilma Rousseff fala a parlamentares no Senado no julgamento do impeachment, na manhã desta segunda-feira

A presidente afastada Dilma Rousseff levou para o Senado uma marmita com seus famosos minissuspiros, adoçados com stevia, para a sobremesa do almoço. A guloseima tem pouquíssimas calorias e faz parte da manutenção da dieta Ravenna, que a petista segue desde o ano passado.

A refeição principal, no intervalo do julgamento , também foi light. Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sala de recepção da presidência do Senado, Dilma se serviu de carne de caçarola com legumes e salada. Tomou coca zero. O docinho só veio depois, com café preto. Para arrematar, um pedaço de queijo Babybel.

"Um pote com 78 minissuspiros equivale a uma banana, minha filha", disse a petista a uma amiga, recentemente, ao dizer por que tinha obtido essa alforria na Ravenna. No almoço, Dilma foi alertada por aliados de que, nesta segunda etapa do interrogatório, enfrentaria "pegadinhas" dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Magno Malta (PR-ES), entre outros. Ela disse que não deixaria perguntas sem respostas nem cairia em "cascas de banana". Estava satisfeita com a repercussão de seu pronunciamento, no qual chamou o processo de impeachment de "golpe".

Plenário do Senado Federal durante sessão do julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 25.8.16
Plenário do Senado Federal durante sessão do julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

O senador Hélio José (PMDB-DF), que votou a favor da deposição de Dilma, apareceu na sala, junto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-DF). Nenhum dos dois, porém, ficou muito tempo.

Além de Lula e de ex-ministros, também estavam presentes  ao almoço dirigentes do PT, da CUT, do MST e do MTST, que não contou com Chico Buarque . O cantor saiu rapidamente, a convite dos ex-ministros Jaques Wagner e Carlos Gabas, e voltou depois de uma hora.

Julgamento

Nesta segunda-feira, após seu discurso , a presidente afastada irá resposder as perguntas dos senadores. O tempo das perguntas é de cinco minutos. Encerrada essa etapa, acusação e defesa terão 1h30 cada uma para se manifestar.

Na terça feira (30), cada senador terá dez minutos para se manifestar na tribuna. Em seguida, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, fará um relatório resumido dos argumentos da acusação e da defesa. Começará, então, o encaminhamento para a votação. Nesta fase, dois senadores favoráveis ao impeachment e dois contrários terão cinco minutos cada um para se manifestar. Não haverá orientação dos líderes das bancadas para a votação.

Ao votar, os senadores irão responder à seguinte pergunta: "Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes da responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?". 

A votação do impeachment de Dilma será aberta, nominal e realizada por meio do painel eletrônico. Para o afastamento definitivo da presidente, é necessário o voto de 54 senadores.

* Com informações do Estadão Conteúdo