Tamanho do texto

Julgamento final da presidente afastada Dilma começou nessa quinta-feira. Nesta sexta, estão previstos depoimentos de 6 testemunhas de defesa

Mesa do Senado Federal durante sessão para o julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 25.8.16
Mesa do Senado Federal durante sessão para o julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, abriu às 9h45 desta sexta-feira (26) o segundo dia do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). 

Veja mais:  Primeiro dia do julgamento final do impeachment tem bate-boca e troca de farpa

A sessão atrasou 45 minutos para começar porque o advogado de defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo, não chegava ao plenário. Lewandoswski ironizou a situação, dizendo que estava esperando a chegada de "presenças ilustres" para dar início à sessão. O julgamento do impeachment não pode iniciar sem os representantes da defesa e da acusação.

Lewandowski também tinha a intenção de esperar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para dar início aos trabalhos mas desistiu diante da demora do peemedebista em chegar à Casa. O quórum mínimo para abrir a sessão é de quatro parlamentares. Renan chegou por volta das 10 horas, minutos depois da abertura da sessão.

A princípio a sessão desta sexta seria destinada a ouvir as seis testemunhas de defesa da petista. Porém, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, decidiu retirar duas das seis testemunhas que iriam depor durante o julgamento.

Cardozo aproveitou o início da sessão para dizer que estava abrindo mão do depoimento da ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck e pediu para que o professor da Uerj Ricardo Lodi fosse ouvido apenas como informante.

Leia mais : Para acelerar impeachment, senadores do PMDB não farão perguntas a Dilma

O ex-ministro argumentou que não queria expor Esther à "vingança" dos senadores da base aliada do presidente Michel Temer, que teriam ficado irritados com o fato de Lewandowski ter impugnado uma das testemunhas de acusação. No caso de Lodi, a acusação era porque ele tem procuração para representar a presidente afastada e não poderia testemunhar. 

Na sessão dessa quinta-feira, Lewandowski aceitou a argumentação da defesa e impugnou o nome do procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira. Ele foi ouvido apenas como informante. Na prática, isso significa que ele não tinha a obrigação de falar a verdade e, por isso, o conteúdo do seu depoimento pode não valer como prova para o processo.

Entenda:  Aliados de Temer prometem contra-ataque para derrubar testemunhas de defesa

O primeiro dia do julgamento foi marcado por uma briga entre senadores, que trocaram xingamentos no plenário. A sessão terminou depois da meia noite e durou cerca de 15 horas. Por volta das 22h30, vencidos pelo cansaço, os parlamentares começaram a abrir mão de inquirir uma das testemunhas da acusação, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Carlos Costa D'Ávila Carvalho.

Assim como no primeiro dia, a sessão desta sexta não tem hora para acabar. A programação inicial era ouvir as seis testemunhas arroladas pela defesa. Caso isso não seja possível, o julgamento do impeachment será retomado neste sábado.

Julgamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff


    Leia tudo sobre: impeachment

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.