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Em discurso na próxima segunda-feira (29), Dilma deve evocar seu passado como militante na ditadura e reforçar a tese de que é "vítima de um golpe"

Dilma deve evocar o seu passado de militante de esquerda e o julgamento pela ditadura em discurso na segunda-feira (29)
Andresssa Anholete/Estadão Conteúdo
Dilma deve evocar o seu passado de militante de esquerda e o julgamento pela ditadura em discurso na segunda-feira (29)


Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff a orientaram a evitar ataques aos senadores que defendem o impeachment na próxima segunda-feira (29), data marcada para o seu depoimento em plenário. A petista tem sido aconselhada a responder com firmeza a todas as acusações, mas num tom sóbrio e amigável.

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No discurso em plenário, Dilma  deve evocar o seu passado de militante de esquerda e o julgamento pela ditadura militar na juventude, ressaltando que, mais uma vez, está sendo acusada de crimes que não cometeu. A ideia é reforçar a tese de que a petista é vítima de um golpe, como ela vem enfatizando desde que foi afastada .

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No sábado (27), a petista deve se reunir com aliados para repassar os argumentos mais comuns de cada senador pró-impeachment, definindo as melhores respostas a serem dadas. Apoiadores da dirigente avaliam que o ritual do processo a favorece, já que a presidente afastada "falará por último" e responderá às perguntas sem que os senadores tenham direito a réplica.

Sessão do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff teve início nesta quinta-feira
Pedro França/Agência Senado - 25.08.2016
Sessão do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff teve início nesta quinta-feira


A etapa do julgamento final está prevista para ocorrer entre a próxima terça-feira (30) e quarta-feira (31), quando 81 senadores deverão se manifestar antes do início da votação, quando o presidente do STF fará a seguinte pergunta aos senadores:

"Cometeu a acusada, a senhora Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?".

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São necessários os votos de 54 dos 81 senadores para que a presidente afastada perca o manifesto. 

Veja imagens do primeiro dia do julgamento final do impeachment de Dilma:


*Com informações do Estadão Conteúdo

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