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Caso aceite o convite, o presidente do Senado integrará a comitiva logo após dar posse a Temer, já que, caso o impeachment seja mesmo aprovado

Estadão Conteúdo

Renan Calheiros foi convidado para participar da comitiva do governo brasileiro que participará da reunião do G-20
Antonio Cruz/ Agência Brasil
Renan Calheiros foi convidado para participar da comitiva do governo brasileiro que participará da reunião do G-20

O presidente em exercício Michel Temer convidou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para participar da comitiva do governo brasileiro que participará da reunião do G-20 na China no início do mês de setembro, logo após a votação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Renan ainda não informou a Temer se aceitará o convite.

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Caso aceite o chamado, o presidente do Senado vai integrar uma comitiva logo após dar posse a Michel Temer, já que, caso o impeachment seja mesmo aprovado, há a previsão de uma sessão solene no Congresso. O modelo da cerimônia ainda está sendo estudado e cabe a Renan Calheiros a definição sobre como será a transição.

Aproximação dos líderes 

O cortejo de Temer a Renan é mais um gesto da aproximação entre os dois líderes do partido. Na última quinta-feira (18),  o presidente do Senado acompanhou o presidente em exercício numa visita ao Rio de Janeiro. Isso levou Renan a adiar um encontro com Dilma para sexta-feira pela manhã. Na tarde do mesmo dia, Renan se encontrou novamente com Temer em São Paulo, na reunião com líderes a fim de discutir a votação de propostas do ajuste fiscal no Congresso.

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Na semana passada, Renan ainda impediu que Temer sofresse a primeira derrota do governo interino no Senado, ao adiar a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que recria a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que deve voltar à pauta nesta terça-feira (23). Se fosse a voto, o governo seria derrotado por não ter mobilizado os senadores da base.

TSE vê fornecedoras de fachada na campanha Dilma-Temer

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entregaram nesta segunda-feira (22) o resultado da perícia realizada sobre documentos de empresas que prestaram serviços à campanha eleitoral que elegeu a presidente afastada Dilma Rousseff e o presidente em exercício Michel Temer, em 2014. Os peritos identificaram irregularidades nas contratações. A suspeita da Justiça Eleitoral é de que as firmas sejam empresas de fachada.

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Em abril, a relatora autorizou o início da colheita de provas para a ação proposta pelo PSDB que investiga se houve abuso de poder político e econômico pela campanha vencedora, composta pela chapa PT-PMDB, nas eleições presidenciais de 2014. A ação de investigação que corre no TSE pode resultar na cassação dos mandatos de Dilma e Temer e na inelegibilidade dos dois. Se o impeachment de Dilma Rousseff for confirmado pelo Senado, o processo ainda continua no TSE.

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