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Segundo o procurador-geral da República, não houve vazamento porque o anexo jamais ingressou em qualquer dependência do Ministério Público

Estadão Conteúdo

Para Janot, o que interessa ao MP é a apuração equilibrada de fatos ilícitos independentemente de sua pretensa autoria
Fellipe Sampaio/SCO/STF - 11.03.2015
Para Janot, o que interessa ao MP é a apuração equilibrada de fatos ilícitos independentemente de sua pretensa autoria

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu nesta terça-feira (23) no plenário do Conselho Nacional do Ministério Publico, as informações veiculadas pela revista "Veja" no final de semana sobre possível vazamento de informações da delação premiada do ex-presidente da OAS , Léo Pinheiro, que envolveriam o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

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Segundo o procurador-geral, não houve vazamento pelo fato de o anexo citado pela reportagem jamais ter ingressado em qualquer dependência do MP. "Não houve nenhum anexo, nenhum fato enviado ao MP que envolvesse esta alta autoridade", afirmou. Segundo ele trata-se "de um quase estelionato delacional".

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"Se você não tem a informação, você vaza o quê? Não sei a quem interessa essa cortina de fumaça. Posso intuir que tenha o intuito indireto para sugerir a aceitação pelo MPF de determinada colaboração." Segundo Janot, o que interessa ao MP é a apuração equilibrada de fatos ilícitos independentemente de sua pretensa autoria.