Tamanho do texto

Para ministro, vazamento de delação premiada revelado pela revista "Veja" seria um "acerto de contas" entre os procuradores da República e Dias Toffoli

Para Gilmar Mendes, vazamentos seriam um 'acerto de contas' de procuradores porque Dias Toffoli os teria contrariado
Chico Peixoto/Estadão Conteúdo - 15.08.2016
Para Gilmar Mendes, vazamentos seriam um 'acerto de contas' de procuradores porque Dias Toffoli os teria contrariado


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira (23) que "é preciso colocar freios" na atuação dos procuradores da República e que o vazamento divulgado pela revista "Veja" da delação do executivo Léo Pinheiro seria um 'acerto de contas'.

LEIA MAIS:  Ministro Dias Toffoli manda soltar empresário preso na Operação Custo Brasil

De acordo com Gilmar Mendes , Dias Toffoli os teria contrariado ao mandar soltar o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e 'fatiado' a investigação sobre a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) na Lava Jato.

LEIA MAIS:  Criticada por Gilmar Mendes, Ficha Limpa pode barrar 4,8 mil candidatos

"[Toffoli] provavelmente entrou na mira dos investigadores por uma ou outra decisão que os desagradou. Isso já ocorreu antes no Brasil. O cemitério está cheio desses heróis", acusou o ministro. 

Apesar de não citar nomes, Gilmar se referiu diretamente aos procuradores da Operação Lava Jato. 

Em denúncia, executivo Léo Pinheiro teria revelado detalhes de uma obra na residência do ministro do STF, Dias Toffoli
J.F.Diorio/Estadão Conteúdo - 29.06.2016
Em denúncia, executivo Léo Pinheiro teria revelado detalhes de uma obra na residência do ministro do STF, Dias Toffoli

Na polêmica denúncia, o executivo Léo Pinheiro teria revelado detalhes de uma obra na residência do ministro do STF, Toffoli, ex-advogado do PT e amigo de Gilmar Mendes. A obra teria sido realizada pela OAS, alvo da Lava Jato por cartel e corrupção na Petrobras.

"Quando você tem uma concentração de poderes você tende a isso, que um dado segmento, que detém esse poder, cometa abusos", lamentou o ministro do Supremo.

LEIA MAIS:  Padilha vai ao STF discutir comando da EBC após Toffoli impor derrota a Temer

O ministro ainda afirmou que Toffoli é perseguido por desagradar os investigadores. "Não há nenhuma censura imputável ao ministro Toffoli, mas tudo indica que ele está na mira dos investigadores. Em razão, provavelmente, de decisões que (Toffoli) tem tomado e os têm desagradado."

Gilmar ainda responsabilizou a Procuradoria pelo vazamento e disse haver "uma falta de coordenação" do orgão. "A concentração de poderes é um risco. Depois não querem a Lei do Abuso de Autoridade. É muito curioso", disse. 

*Com informações do Estadão Conteúdo

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.