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Ex-promotor de shows é investigado em diversas operações contra corrupção e foi alvo de três mandados de prisão em pouco mais de um ano

Adir Assad é investigado em diversas operações contra corrupção e foi alvo de três mandatos de prisão em  um ano
Agência Brasil - 28/08/2012
Adir Assad é investigado em diversas operações contra corrupção e foi alvo de três mandatos de prisão em um ano

Em cumprimento a ordem do juiz Sérgio Moro, a Operação Lava Jato voltou a prender Adir Assad, na manhã desta sexta-feira (19), em São Paulo. A decisão do magistrado ordenou que o lobista e doleiro fosse recolhido "à carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro ou no sistema prisional estadual do Rio de Janeiro até nova deliberação judicial".

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O advogado Miguel Pereira Neto, que defende Adir Assad, anexou, na noite de quinta-feira, petição aos autos da Lava Jato em que informou que, "em respeito às decisões judiciais", o lobista se comprometia a se apresentar à autoridade policial.

Assad é investigado em diversas operações contra corrupção e foi alvo de três mandados de prisão em pouco mais de um ano: Lava Jato, no Paraná; Operação Saqueador, no Rio; e Operação Pripyat, desdobramento da operação no Rio.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva de Assad na terça-feira(16) no âmbito da Operação Saqueador e fixou sete medidas cautelares, entre elas entrega de passaporte e proibição de deixar o País. Na ordem de prisão, o juiz Moro relata que a defesa do lobista informou que "o cliente retornou à sua residência".

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"Aparentemente, a autoridade carcerária, ao cumprir o alvará de soltura decorrente do habeas corpus 366.806 proveniente do Superior Tribunal de Justiça e em relação à prisão preventiva decretada pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, descuidou da ordem de prisão vigente existente contra o condenado e exarada por este Juízo", afirmou Moro.

"Assim, comunique-se, com urgência, a autoridade policial local para que proceda ao cumprimento do mandado de prisão do evento 244, recolhendo Adir Assad à prisão. Por ora, poderá Adir Assad permanecer recolhido à carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro ou no sistema prisional estadual do Rio de Janeiro até nova deliberação judicial."

Em 16 de março de 2015 o lobista foi capturado preventivamente e condenado pelos crimes de lavagem e de associação criminosa a 9 anos e dez meses de prisão. A sentença foi imposta em 21 de setembro do mesmo ano. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Adir Assad foi colocado em prisão domiciliar no dia 16 de dezembro de 2015, com tornozeleira eletrônica.

Sérgio Moro restabeleceu a prisão preventiva de Adir Assad em 5 de agosto de 2016. Segundo investigação, o lobista teria recebido R$ 18 milhões do Consórcio Interpar, fornecedor da Petrobras, para repasse a executivos da Diretoria de Serviços da estatal.

Na decisão de agosto, Moro classificou Assad como "um profissional da lavagem de dinheiro, envolvido reiterada e sistematicamente em diversos esquemas criminosos, evidenciando risco à ordem pública".

Sérgio Moro, da Lava Jato,  restabeleceu a prisão preventiva do lobista e doleiro  Adir Assad em 5 de agosto de 2016
André Dusek/Estadão Conteúdo- 10.08.2016
Sérgio Moro, da Lava Jato, restabeleceu a prisão preventiva do lobista e doleiro Adir Assad em 5 de agosto de 2016



A 7ª Vara Federal Criminal do Rio decretou, em junho deste ano,  a prisão de Adir Assad na Operação Pripyat, que investiga corrupção e propina nas obras da Usina de Angra 3, e também na Operação Saqueador, que apura lavagem de dinheiro pela empresa Delta Construções S/A. O lobista deixou a prisão domiciliar, decretada pela Lava Jato, no Paraná, e foi capturado preventivamente no Rio.

Adir Assad era conhecido pela promoção de shows e eventos no Brasil sendo responsável por trazer a banda U2 e as cantoras Amy Winehouse e Beyonce para exibições no País. Com uma vasta rede de empresas de fachada e laranjas, porém, ele acabou ganhando destaque nas páginas policiais a partir de março de 2015.

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O empresário Samir Assad, irmão de Adir, foi preso em 10 de agosto e denunciado pela Operação Irmandade, desdobramento da Pripyat.

A Procuradoria da República acusa Samir por 223 crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa, por supostamente liderar, ao lado do irmão Adir, o núcleo financeiro operacional responsável por empresas de fachada que intermediavam o repasse de vantagens indevidas e geravam caixa 2 para pagamentos de propina em espécie pela construtora Andrade Gutierrez a diretores da Eletronuclear na construção da Usina de Angra III.