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Além de revisar formato do julgamento no STF, líderes do PT prepararam a presidente afastada para responder a questionamentos dos senadores

Estadão Conteúdo

Senadores do PT visitaram a presidente afastada, Dilma Rousseff, e fizeram uma espécie de 'treinamento' nesta quinta-feira
Renato Costa/Estadão Conteúdo - 16.08.2016
Senadores do PT visitaram a presidente afastada, Dilma Rousseff, e fizeram uma espécie de 'treinamento' nesta quinta-feira


Senadores do PT visitaram a presidente afastada, Dilma Rousseff, e fizeram com ela uma espécie de 'treinamento' para preparar a petista para o julgamento de seu processo de impeachment. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira (18). Dilma anunciou que irá participar no próximo dia 29 da sessão em que fará sua defesa pessoal do processo.

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A intenção dos aliados de Dilma é preparar a presidente afastada com simulações de situações do julgamento. Reuniram-se com Dilma no Palácio do Alvorada o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e os senadores petistas Paulo Rocha (PA) e José Pimentel (CE).

Os aliados também revisaram com Dilma o formato da sessão de julgamento, que será conduzida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

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Em entrevista ao Senado, Costa assegurou que a presidente está preparada para sua defesa no Senado. 

Em entrevista ao Senado, Humberto Costa assegurou que a presidente está preparada para sua defesa no Senado
Luis Nova/Estadão Conteúdo - 18.08.2016
Em entrevista ao Senado, Humberto Costa assegurou que a presidente está preparada para sua defesa no Senado


Costa ainda afirmou que a participação de Dilma terá "amplas condições de dizer, em viva-voz, que não cometeu nenhuma irregularidade nesse processo, que é injusto" e que a presidente disse não estar preocupada com a possibilidade de que senadores da base aliada do presidente em exercício, Michel Temer, venham a agredi-la verbalmente. 

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Para o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), a presença de Dilma na sessão de julgamento convalida todo o processo. "Ela jogará por terra todo o discurso de que o processo é um golpe. Não existe golpe com a presença do golpeado", disse.

O tucano afirmou que a presença da presidente afastada vai ampliar o placar em desfavor de Dilma. Cássio disse que é a Dilma que tem que se constranger com a situação, diante do que ele considera como "graves crimes" que ela cometeu. O líder do PSDB disse esperar que não haja agressões e que trabalhará para garantir um julgamento "civilizado e respeitoso".

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