Tamanho do texto

Jair Bolsonaro é acusado de apologia à tortura por referenciar coronel da ditadura; Jean Wyllys responde a denúncia do PSC por quebra de decoro


Bolsonaro é acusado de fazer apologia à tortura ao prestar referência a coronel em votação do impeachment
Fábio Motta/Estadão Conteúdo-03.07.2016
Bolsonaro é acusado de fazer apologia à tortura ao prestar referência a coronel em votação do impeachment


O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), definiu nesta quarta-feira (17) que o deputado Odorico Monteiro (Pros-CE) será o relator do processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusado pelo PV por apologia à tortura. Araújo também definiu que o processo contra o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), acusado de quebra de decoro pelo PSC, será relatado pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

LEIA MAIS:  Impasse deixa caso de Bolsonaro sem relator no Conselho de Ética da Câmara

Em sessão da Câmara que autorizou a abertura do pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Bolsonaro dedicou seu voto a favor do impeachment ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra , reconhecido pela Justiça como torturador na ditadura militar. 

O deputado Jean Wyllys é acusado pelo PSC de ter, supostamente, associado os nomes de Bolsonaro e Marco Feliciano ao atentado terrorista a uma boate gay em Orlando , nos Estados Unidos, que resultou na morte de 50 pessoas em junho deste ano. 

Jean Wyllys (Psol-RJ) é acusado pelo Partido Socialista Cristão por quebra de decoro em sessão parlamentar
Gustavo Lima - Câmara dos Deputados - 28.10.15
Jean Wyllys (Psol-RJ) é acusado pelo Partido Socialista Cristão por quebra de decoro em sessão parlamentar


O Conselho de Ética também definiu que o relator do processo contra Laerte Bessa (PR-DF) será o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS). Bessa é acusado pelo PT de proferir, em discurso no Plenário da Câmara, ofensas contra a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e filiados do PT.

Para relatar a representação contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA), o escolhido pelo presidente José Carlos Araújo foi o deputado Gonzaga (PDT-MG). Costa é acusado pelo PT de quebra de decoro por ter ofendido o partido e seus filiados em reunião do Conselho de Ética que recomendou a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com o Código de Ética e Decoro Parlamentar, o parecer pela admissibilidade ou não das representações deve ser apresentado em dez dias úteis contados a partir da próxima quinta-feira (18). O prazo vence em 31 de agosto.