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Presidente do Senado se mostrou inclinado a realizar julgamento de Dilma Rousseff nos dias 27 e 28, mas definição só deve ocorrer na quarta-feira

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta terça-feira (16) ser favorável à realização de sessões do julgamento do processo do impeachment de Dilma Rousseff durante o final de semana.

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) defende julgamento de impeachment no fim de semana
Jonas Pereira/Agência Senado - 2.8.16
Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) defende julgamento de impeachment no fim de semana

A definição, porém, só deve ocorrer nesta quarta-feira, por volta das 11h, quando ele, os líderes partidários e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, se reunirão para definirem o roteiro do julgamento, cujo início está marcado para a quinta-feira (25).

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A manifestação de Renan é mais um aceno ao presidente em exercício, Michel Temer, que tenta acelerar a conclusão do julgamento de Dilma para viajar participar da reunião do G-20 na China, no início de setembro, já como presidente efetivo.

Em abril, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, marcou a votação para um domingo. Calheiros tentou se diferenciar do parlamentar afastado e afirmou que não há problemas em realizar certos procedimentos do processo no fim de semana.

"Uma coisa é você fazer numa sexta-feira, num sábado, numa segunda uma sessão de julgamento de afastamento de uma presidente da República. Outra coisa completamente diferente é estabelecer outros procedimentos como oitivas de testemunhas, discussão, participação da defesa e da acusação. Eu acho que essa decisão vai ser tomada amanhã, mas é importante que ela seja tomada, para um lado e para o outro, com a participação de todos", disse, em entrevista coletiva.

Plebiscito

Dilma pretende reconhecer que a crise é grave, mas que só será superada com alguém eleito
Roberto Stuckert Filho / PR
Dilma pretende reconhecer que a crise é grave, mas que só será superada com alguém eleito

O presidente do Senado afirmou ser contrário à realização de um plebiscito para defender novas eleições, como pretende a presidente afastada Dilma Rousseff. A petista convocou a imprensa nesta tarde para apresentar a sua intenção por meio de uma carta aberta, caso ela seja absolvida no julgamento do processo por crime de responsabilidade pelo Senado.

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"Na democracia, a melhor saída sempre é a saída constitucional e plebiscito e novas eleições não estão previstos na Constituição. Então isso não é bom", disse Renan, na chegada a seu gabinete.

O presidente do Senado disse que vai se reunir ainda nesta terça com o presidente em exercício, Michel Temer. Ele não informou qual o motivo do encontro, limitando-se a dizer que foi a pedido de Temer.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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