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Peça questiona sessão de pronúncia em que os senadores decidiram que a petista deveria ser julgada por cometer crime de responsabilidade

Julgamento final do processo de impeachment de Dilma Rousseff está marcado para começar no próximo dia 25
Roberto Stuckert Filho/PR
Julgamento final do processo de impeachment de Dilma Rousseff está marcado para começar no próximo dia 25

A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff protocolou nesta segunda-feira (15) um novo recurso para tentar anular o processo de impeachment. Desta vez, a peça questiona a sessão de pronúncia, realizada na terça-feira da semana passada, quando os senadores decidiram que a petista deveria ser julgada por cometer crime de responsabilidade.

O argumento jurídico é que as questões preliminares apresentadas pela defesa deveriam ter sido apreciadas separadamente, conforme as regras do Código de Processo Penal, e não globalmente, como permite o Regimento do Senado.

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"Todas as preliminares foram rejeitadas em uma única votação. Teriam sido rejeitadas se cada uma tivesse sido analisadas como exigem as boas e intransponíveis regras de processo? A metodologia procedimental adotada, ao seguir-se o regimento do Senado Federal e não o Código de Processo Penal, impediu que se pudesse conhecer esse resultado. Se votada separadamente das demais, algumas das preliminares teriam sido aceitas? Impossível saber", afirma a defesa.

O recurso vai ser analisado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo LewandowSki, responsável por conduzir o processo de impeachment. O julgamento final do processo está marcado para começar no próximo dia 25.

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