Tamanho do texto

Senado aprovou, por 59 votos a 21, o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) contra a presidente afastada Dilma por crime de responsabilidade

PT recorre à Comissão de Direitos Humanos para suspender impeachment após aprovação do relatório de Anastasia
Geraldo Magela/Agência Senado - 9.8.16
PT recorre à Comissão de Direitos Humanos para suspender impeachment após aprovação do relatório de Anastasia

O Partido dos Trabalhadores protocolou nessa terça-feira (9) uma representação contra o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA). Na noite dessa terça-feira, o Senado aprovou, por 59 votos a 21, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) contra a presidente afastada por crime de responsabilidade. 

LEIA MAIS:  Temer abre agenda para receber senadores indecisos em relação ao impeachment

Senadores abrem mão de discurso e votação do impeachment 

Em entrevista, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) explicou que o documento pede a restituição da normalidade democrática com a volta da líder do PT , a anulação de todos os atos e a paralisação do processo até que sejam analisadas todas as possíveis violações a tratados internacionais.  “Entendemos ser necessária para impedir que o processo se consolide", afirmou Paulo Pimenta. A expectativa é que o afastamento de Dilma seja decidido por volta do dia 26 de agosto.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o tribunal da OEA pode decidir pela reintegração da petista e até definir sanções para o Brasil no momento do julgamento do pedido, já que o Brasil é signatário de acordos internacionais que o garantem participar em instituições como a própria OEA.

VEJA TAMBÉM: Após derrota no Senado, aliados de Dilma dizem que só Lava Jato muda impeachment

 Próximas etapas do Impeachment

Os autores da denúncia – os juristas Hélio Pereira Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal – têm 48 horas para apresentar um consolidado das acusações contra a presidente afastada.  A expectativa é que eles apresentem o documento nesta quarta-feira. 

LEIA MAIS:  Votação sobre continuidade de impeachment é termômetro para julgamento 

Assim que os autores da denúncia protocolarem o libelo, é aberto o prazo de mais 48 horas para que o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, apresente a defesa. Defesa e acusação devem indicar seis testumanhas.

Em seguida, após um prazo mínimo de dez dias, o ministro Lewandowski deve marcar o julgamento final e convocar os envolvidos. Existe a expectativa de que a sessão final comece dia 25 de agosto e dure pelo menos dois dias. Segundo senadores aliados da líder do PT, ela ainda não decidiu se irá ao Senado pessoalmente fazer sua defesa.

    Leia tudo sobre: impeachment

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.