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Petição pedindo para que pré-candidato à Prefeitura de São Paulo seja investigada foi assinada por quase metade das deputadas da Câmara

O pastor Marco Feliciano fica ajoelhado enquanto reza em imagem divulgada em sua página no Facebook na segunda-feira
Divulgação
O pastor Marco Feliciano fica ajoelhado enquanto reza em imagem divulgada em sua página no Facebook na segunda-feira

Uma petição assinada por 22 deputadas e entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quarta-feira (10) pede para que Marco Feliciano (PSC-SP) seja investigado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pelas  acusações de tentativa de estupro, assédio sexual e agressão  feitas contra ele por uma estudante filiada a seu partido. 

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O texto, que é assinado por quase metade das deputadas da Câmara – 22 de um total de 51 mulheres que atuam como parlamentares na Casa –, agora segue para a Corregedoria, responsável por retornar o pedido ao presidente Maia para que, na sequência, seja encaminhado ao Conselho de Ética. 

"Esperamos apuração isenta do Conselho de Ética", afirmou a líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Apesar de rechaçar qualquer prejulgamento, ela enfatizou que, se comprovados os crimes, há previsão de punições na Casa. "Omissão não é aceitável." 

Acusação 

Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano é acusado pela estudante de jornalismo Patrícia Lellis de tentativa de estupro, agressão e assédio sexual. Em entrevista, ela afirmou ter sido atraída pelo pré-candidato à Prefeitura de São Paulo para seu apartamento funcional, em Brasília, onde ele teria proposto que ela fosse sua amante em troca de um cargo no partido e um salário de R$ 15 mil.

"Ele tentou me arrastar para o quarto e tirar meu vestido", acusou Patrícia na semana passada, levantando uma polêmica sem precedentes em relação ao pastor evangélico. "Como eu resisti, ele me deu um soco na boca e um chute na perna."

Após a repercussão da polêmica, a presidência do PSC decidiu , durante reunião da cúpula da sigla para discutir a acusação realizada na terça-feira (9), manter o deputado na liderança do partido na Câmara. 

Além de mantê-lo no posto, o PSC decidiu entrar na Justiça contra a jovem por falsa denunciação, para "defender a imagem do partido". Patrícia afirma que a legenda "sempre soube das denúncias", mas pediu que ela "ficasse calada".

Uma das autoras do pedido para que Marco Feliciano seja investigado no Conselho de Ética, Jandira Feghali criticou a decisão do partido. "O PSC deveria pedir para apurar o caso", afirmou. "Não considero que os evangélicos concordem com qualquer omissão com relação a isso."

* Com informações do Estadão Conteúdo

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