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Carlos Fernando dos Santos Lima não vê a possibilidade de que empreiteiras investigadas por desvios na Petrobras e outras áreas do governo fechem acordos de leniência e de delação premiada, via executivos, com o MPF

Carlos Fernando dos Santos Lima: procurador regional da República integra a força-tarefa da Operação Lava Jato
Reprodução/Facebook
Carlos Fernando dos Santos Lima: procurador regional da República integra a força-tarefa da Operação Lava Jato

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador regional da República que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, não vê a possibilidade de que duas ou mais empreiteiras investigadas por desvios na Petrobras e outras áreas do governo fechem acordos de leniência e de delação premiada, via executivos, com o Ministério Público Federal (MPF).

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Ao ser questionado se os investigadores estão perto de um entendimento com a OAS e Odebrecht, as maiores empreiteiras que ainda não formalizaram colaboração. "As coisas estão muito longe de serem resolvidas, quem vai (fazer). Acreditamos que só tenha espaço para mais uma", declarou.

"Há uma distância muito grande entre mostrarem interesse e assinarem o acordo. Para se ter ideia, entre o começo da conversa da Camargo (Corrêa) e a assinatura, foram sete meses. Com fatos velhos, não vamos fazer (acordo)", avisa.  O procurador afirma que "quatro ou cinco" empresas mantêm conversas com a Lava Jato em Curitiba sobre eventual colaboração mas alega que as discussões só avançam se os executivos revelarem fatos novos, que permitam desvelar mais esquemas de corrupção.

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O procurador explica que investigado de nenhuma empresa está prestando depoimentos, embora tenham ocorrido reuniões em Curitiba com executivos da Odebrecht nos últimos dias.

"O depoimento é um ato formal em que eu reduzo o que a pessoa disse em escrito, filmo e ela assina. O que pode acontecer nesses casos é que há entrevistas com o executivo para verificar se o que os advogados disseram é verdadeiro. Mas não há depoimento ainda. Estamos muito longe e, se não chegou nessa fase, não há nem cláusula de acordo. Nenhuma delas chegou nessa fase", disse Carlos Fernando dos Santos Lima.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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