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Ação movida por deputadas já está no gabinete do procurador-geral; Feliciano é acusado de ter cometido os crimes de assédio sexual e estupro

Já está no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a representação movida na última sexta-feira  (5) contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) pelas deputadas do PT Erika Kokay, Margarida Salomão, Luizianne Lins e Ana Lúcia Perugini. No documento de 18 páginas, as parlamentares pedem que o Ministério Público Federal apure as suspeitas de que o pastor teria cometido os crimes de assédio sexual e estupro da jornalista e ex-militante do PSC Jovem Patrícia Lelis, de 22 anos.

A representação foi encaminhada ao MPF no mesmo dia em que a jovem depôs na Polícia Civil de São Paulo após vir à tona pela imprensa gravações de áudio dela com o chefe de gabinete de Feliciano e mensagens de WhatsApp da jornalista com o próprio deputado indicando que ela foi violentada por Marco Feliciano  e que o PSC teria atuado para abafar o caso .

Deputado Marco Feliciano foi acusado de assédio sexual, agressão física e tentativa de estupro por ex-militante do PSC
Fotos Públicas
Deputado Marco Feliciano foi acusado de assédio sexual, agressão física e tentativa de estupro por ex-militante do PSC

Agora, Rodrigo Janot pode decidir se toma providências como a abertura de um inquérito para investigar o pastor, ou se arquiva o caso que atingiu um dos principais expoentes da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

"Sendo verdadeiros os diálogos, os direitos fundamentais da jovem alvo dos ataques do deputado-pastor-representado, foram ostensivamente desrespeitados, gravemente ultrajados e, afrontam os ditames constitucionais, ensejando punição que a imunidade parlamentar não alcança", afirmam as petistas na representação.

No documento, as parlamentares petistas reúnem todo o material divulgado pela imprensa na internet e pedem as quebras de sigilo telefônico do deputado, incluindo o celular antigo por meio do qual ele conversou com Patrícia, os depoimentos dos envolvidos no episódio e até as imagens do hall de entrada do apartamento funcional de Feliciano.

Após ouvir a versão do chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, o delegado Luís Roberto Hellmeister, do 3º Distrito Policial (Campos Elísios), desistiu de pedir a sua prisão preventiva e o liberou na madrugada do último sábado (6).

Defesa

Em um vídeo publicado no Facebook, Feliciano disse ser alvo de ataques à sua moral  e prometeu apresentar provas de sua inocência. O pastor também defendeu que Patrícia seja responsabilizada por falsa comunicação de crime.

“Quero dizer que embora esteja com o coração machucado, com minha família toda sofrendo, não vou julgar essa moça. Espero que Deus perdoe ela (sic) embora espere que ela seja responsabilizada pela falsa comunicação do crime”, disse Marco Feliciano.

*Com informações do Estadão Conteúdo