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Ato contra o presidente em exercício, Michel Temer, e em defesa de DIlma, ocorreu na tarde desta terça-feira (9) na Avenida Paulista, em São Paulo

Uma manifestação contra o presidente em exercício, Michel Temer, e em defesa da presidente afastada Dilma Roussef ocorre na tarde desta terça-feira (9), desde as 16h, com concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo. Por volta das 18h, os ativistas saíram em caminhada pela avenida em direção à Praça Roosevelt. O ato integra a Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe e em Defesa da Democracia, organizada pela Frente Brasil Popular, formada por diversos movimentos sociais e centrais sindicais.

Manifestantes carregam bandeiras vermelhas e de diversos movimentos que integram a frente, além de cartazes pedindo a saída de Temer. Eles cantam e gritam palavras de ordem em defesa de direitos adquiridos e em defesa de Dilma.

Ato organizado pela Central de Movimentos Populares contra o governo de Temer e em defesa do mandato de Dilma
Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo - 9.8.16
Ato organizado pela Central de Movimentos Populares contra o governo de Temer e em defesa do mandato de Dilma

A Frente Brasil Popular pede que a população preste atenção para “os riscos de retrocesso nos direitos sociais no Brasil e reforçam que o pedido de impeachment de Dilma Rousseff não apresenta fundamento legal, sinalizando que sobre a presidenta eleita não pesa qualquer crime de responsabilidade”.

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Representante da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim disse que a Procuradoria da República do Distrito Federal entendeu que não houve crime de responsabilidade quando ministros da área econômica de Dilma atrasaram o repasse de recursos da União para o Banco do Brasil para o financiamento do Plano Safra, em 2015. Segundo o procurador Ivan Marx, do MPF, o que houve foi ato de improbidade administrativa. Após essa análise, o processo no MPF-DF foi arquivado.

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O processo dos ministros da área econômica, provenientes da Procuradoria-Geral da República, passaram para o MPF, pois perderam seu foro privilegiado quando deixaram seus cargos.

Mais manifestações

Bonfim diz que haverá manifestação nas ruas até o fim do processo de impeachment. "Estamos na esperança de reverter, por isso estamos lutando. Nós acreditamos no aumento da resistência e no aumento da rejeição do presidente interino Michel Temer", disse. "O mundo está presenciando aqui no Brasil que o que está acontecendo é um golpe, a imprensa internacional está noticiando".

Segundo a Frente Brasil Popular, é possível reverter a votação no Senado Federal. “Apesar da narrativa fatalista da mídia, são poucos votos que nos separam da vitória sobre os golpistas. Não é por outro motivo que o governo golpista tenta a todo custo antecipar a votação no Senado. O fator decisivo para assegurar essa virada será a nossa mobilização nessa reta final do impeachment”.

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