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Responsável pela coordenação das sessões a partir de agora, presidente do Supremo diz que processo já está em fase muito avançada para contestações

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, comanda sessão no Senado ao lado de Renan Calheiros
Geraldo Magela/Agência Senado - 09.08.16
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, comanda sessão no Senado ao lado de Renan Calheiros

A presidente afastada Dilma Rousseff sofreu uma nova derrota no processo de impeachment, na manhã desta terça-feira (9). Todas as questões de ordem apresentadas pelos aliados da petista, que pediam a suspensão da ação por diversos motivos, foram negadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. 

O ministro, que é responsável pela condução das sessões do impeachment daqui para frente, enumerou, entre suas justificativas, que o processo já está em fase muito avançada para contestações de decisões que cabem a ele e que fatos alegados por aliados de Dilma são "estranhos ao processo" de impeachment .

O senador Renan Calheiros e o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, antes da sessão desta terça-feira
Geraldo Magela/Agência Senado - 9.8.16
O senador Renan Calheiros e o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, antes da sessão desta terça-feira

Os aliados do governo criticaram a atitude dos opositores, alegando que eles tentavam atrasar o processo. "Nosso objetivo aqui não é atrasar nada. É deixar registrado na história a nossa contestação. Peço a Cássio Cunha Lima [líder do PSDB no Senado] calma neste processo. O objetivo não é atrasar, mas deixar claro nosso posicionamento para a história."

Questões de ordem

Durante quase três horas, foram apresentadas oito questões de ordem, a maioria pedindo a suspensão do processo. Houve pedido de interrupção dos trabalhos para que fossem feitas novas oitivas, para julgamento pelo Congresso das contas de Dilma em 2015 e para que seja esclarecida a suposta citação a Michel Temer em delação premiada da Odebrecht.

Da esquerda para a direita, Lindbergh Farias (PT-RJ); Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Geraldo Magela/Agência Senado - 9.8.16
Da esquerda para a direita, Lindbergh Farias (PT-RJ); Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

"Realização de diligências em estágio tão avançado caberia ao plenário do Senado", argumentou Lewandowski. "Fase processual que estamos vivendo é eminentemente oral", completou. Ele negou a suspensão dos trabalhos para ouvir o procurador da República Ivan Claudio Marques, responsável por investigação das chamadas "pedaladas fiscais".

Também foi negado o pedido de retirar o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) da relatoria do impeachment, por suspeição. Outra questão indeferida foi o pedido para retirar do processo a discussão sobre as pedaladas no Plano Safra.

No caso específico da suposta delação que cita Temer, Lewandowski argumentou que os fatos são "estranhos" ao processo de impeachment da presidente afastada.

* Com Estadão Conteúdo

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