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Senadores se mostraram pessimistas diante dos cálculos que mostram que o placar favorável à decisão de tornar Dilma ré possa chegar a 60 votos

Em maio, o Senado aprovou o afastamento de Dilma por 180 dias, com 55 votos a favor do impeachment e 22 contra
Roberto Stuckert Filho/PR
Em maio, o Senado aprovou o afastamento de Dilma por 180 dias, com 55 votos a favor do impeachment e 22 contra

Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff temem que a petista tenha menos votos nesta segunda fase do impeachment no Senado , que acontece nesta terça-feira (9). No plenário da Casa, parlamentares se mostraram pessimistas diante dos cálculos que mostram que o placar favorável à decisão de tornar Dilma ré no processo possa chegar a 60 votos.

Em maio, quando o Senado aprovou o afastamento da petista por 180 dias, foram 55 votos a favor do impeachment e 22 contra.

Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto aumentou a ofensiva contra os senadores  para conseguir uma vitória mais expressiva nesta fase e consolidar o nome de Michel Temer à frente da Presidência da República.

De última hora

O senador Armando Monteiro (PTB-PE), ex-ministro do governo Dilma, afirmou nesta terça-feira (9) que os parlamentares podem mudar de posição na votação da pronúncia do afastamento de Dilma na Casa, em relação ao voto proferido na admissibilidade do processo, em 12 de maio.

"Temos que sempre pressupor de que no curso do processo os senadores, que atuam como juízes, podem se convencer de alguns elementos e podem mudar de posição. (Que) tanto os que votaram pela admissibilidade não votem pela pronúncia e ao contrário, isso é próprio do processo", afirmou Monteiro à TV Senado, quando perguntado se Dilma conseguiria manter os 22 votos contra a continuidade do processo. 

Ele reforçou que manterá sua posição ao votar contra a pronúncia do afastamento.

Sessão é coordenada pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e tem previsão de durar aproximadamente 20 horas
Geraldo Magela/Agência Senado - 9.8.16
Sessão é coordenada pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e tem previsão de durar aproximadamente 20 horas

Votação

Os senadores iniciaram nesta terça-­feira a análise em plenário do parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB­-MG), que pede o impeachment da presidente por crime de responsabilidade, em razão da assinatura de decretos de suplementação orçamentária e da realização de operações de crédito entre o Tesouro e o Banco do Brasil.

A sessão é coordenada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e tem previsão de durar aproximadamente 20 horas. Ela foi iniciada com a apresentação de questões de ordem pelos senadores, especialmente daqueles que defendem a permanência de Dilma na Presidência da República, para, posteriormente, seguir com a leitura do relatório por Anastasia.

Após a leitura, cada senador obteve o direito de discursar por dez minutos. Após isso, a acusação tem 30 minutos para fazer suas últimas considerações, mesmo tempo dado à defesa, antes que a votação seja iniciada.

Os parlamentares proferem seus votos abertamente, revelados no painel eletrônico do Senado, e as lideranças partidárias poderão apresentar até quatro destaques por partido ao texto para serem votados separadamente. As sugestões de mudança ao texto serão votadas logo após a leitura do parecer principal.

Se a maioria simples dos parlamentares – 42 votos – aprovar o parecer, Dilma enfrentará oficialmente o julgamento final do processo de impeachment, possivelmente ainda no final do mês.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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