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MPF de Brasília quer apuração sobre possível esquema envolvendo Edinho Silva, o ex-senador e o laboratório EMS durante a campanha de Dilma

O Ministério Público Federal em Brasília requisitou a abertura de um inquérito policial para apurar possíveis irregularidades praticadas pelo ex-ministro das Comunicações Edinho Silva – ex-tesoureiro da campanha da presidente afastada Dilma Rousseff em 2014 –, o laboratório farmacêutico EMS e o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). Segundo a Procuradoria da República, o caso é decorrente de informações reveladas por Delcídio em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato .

O objetivo do inquérito contra Delcídio e os outros supostos contraventores, segundo o Ministério Público Federal, é apurar se houve a prática de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, além do envolvimento de outras empresas ou pessoas físicas.

Delação de Delcídio do Amaral serviu como base para o pedido de inquérito policial feito pelo Ministério Público Federal
Beto Barata/Agência Senado - 9.5.16
Delação de Delcídio do Amaral serviu como base para o pedido de inquérito policial feito pelo Ministério Público Federal

O caso chegou à Procuradoria da República depois de uma decisão do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao determinar que a investigação fosse enviada à primeira instância, o ministro Teori Zavascki considerou dois aspectos: a perda da prerrogativa de foro por parte dos envolvidos e o fato de o tema tratado nesta parte da colaboração de Delcídio não possuir relação com as irregularidades apuradas em Curitiba.

Na delação, o ex-senador afirmou ter recebido do ex-ministro Edinho Silva – na época, tesoureiro da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff – a promessa de pagamento de propina. Ainda, de acordo com a narrativa do ex-líder do PT no Senado, o dinheiro a ser usado para quitar contas da campanha tinha como origem a empresa EMS. Em 2014, época dos fatos, Delcídio do Amaral disputou o cargo de governador de Mato Grosso do Sul.

A instauração de inquérito policial foi requisitada pelo Ministério Público Federal após analisar os documentos enviados pelo Supremo. No parecer enviado nesta segunda feira (8) à Justiça Federal, o órgão ministerial solicita à 10ª Vara Federal a baixa dos autos à Polícia Federal. Com isso, a investigação passará a ser conduzida de forma conjunta entre Ministério Público Federal e Polícia Federal.

Ainda na requisição, o Ministério Público Federal esclarece que a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado pela abertura do inquérito, quando o caso ainda estava no Supremo, e que, embora Edinho Silva e a empresa tenham negado a participação nas irregularidades, os indícios reunidos até o momento, incluindo a delação de Delcídio, justificam a continuidade da investigação.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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