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Marcos Reis é acusado de ser um dos responsáveis por operacionalizar pagamento de propina do Consórcio Quip, liderado pela Queiroz Galvão

 33ª fase da Operação Lava Jato teve como foco irregularidades cometidas pela construtora Queiroz Galvão
Agência Brasil
33ª fase da Operação Lava Jato teve como foco irregularidades cometidas pela construtora Queiroz Galvão

O executivo Marcos Pereira Reis, ligado ao consórcio Quip, entregou-se nesta sexta-feira (5) à Polícia Federal em Curitiba. A Justiça Federal havia expedido mandado de prisão temporária contra ele  na terça-feira (2), durante a 33ª fase da Operação Lava Jato, mas o investigado estava na China.

Reis informou às autoridades da força-tarefa da Lava Jato  que iria se entregar e que estava providenciando o retorno ao Brasil. Ele se apresentou no começo da tarde, pouco antes das 14h, na Superintendência da PF em Curitiba.

O executivo foi levado ao Instituto Médico Legal para fazer o exame de corpo de delito e, em seguida, prestou depoimento. Marcos Reis permanecerá no cárcere da PF por um período de cinco dias, contados a partir desta sexta-feira, a menos que o juiz federal Sérgio Moro mude a prisão para preventiva (sem prazo para sair).

Operação

A 33ª fase da Operação Lava Jato  teve como foco irregularidades cometidas pela construtora Queiroz Galvão. Denominada 'Resta Um', essa fase teve por objetivo investigar contratos para obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e nas refinarias de Abreu e Lima (PE), do Vale do Paraíba (SP), Landulpho Alves (BA) e de Duque de Caxias (RJ).

Grupo Queiroz Galvão foi identificado como o terceiro com maior volume de contratos celebrados com a Petrobras
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Grupo Queiroz Galvão foi identificado como o terceiro com maior volume de contratos celebrados com a Petrobras

Segundo a PF, a construtora integrava o chamado “cartel de empreiteiras”, com pagamentos de propina sistemáticos a funcionários e diretores da Petrobras, assim como a partidos políticos.

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A força-tarefa da Lava Jato também informou ter identificado indícios concretos de que executivos da construtora fizeram pagamentos em dinheiro para dificultar o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, em 2009.

Procuradoria

A procuradora da República Jerusa Viecili destacou "a ousadia da empresa investigada, traduzida pela atuação profissional e sofisticada no pagamento de propinas em contratos públicos durante longo período de tempo, mediante a utilização de expedientes complexos de lavagem de dinheiro, inclusive no exterior".

Ao longo das investigações da Lava Jato, o Grupo Queiroz Galvão foi identificado como o terceiro com maior volume de contratos celebrados com a Petrobras, alcançando um total superior a R$ 20 bilhões. Mas essa não é a primeira vez que o grupo aparece em investigações de grandes esquemas de corrupção – a Queiroz Galvão já foi investigada nas operações Monte Carlo, Castelo de Areia e Navalha.

*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

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