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Após aprovação de relatório do impeachment em comissão, líderes se reúnem com presidente do STF para discutir próximos passos do processo

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, em reunião com líderes partidários
Geraldo Magela/Agência Senado - 04.08.2016
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, em reunião com líderes partidários


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, discutiu nesta quinta-feira (4) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e líderes partidários, o rito da próxima fase do processo de impeachment de Dilma Rousseff, a primeira a ser presidida por ele, marcada para a próxima terça-feira (9).

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A sessão de terça-feira irá se iniciar às 9h. O primeiro a falar será o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG). Em seguida, todos os senadores terão até dez minutos cada para discutir o relatório do impeachment . Os discursos obedecerão uma ordem de inscrição, que será divulgada nos painéis do plenário. Por último, acusação e defesa terão, cada uma, respectivamente, 30 minutos para se pronunciarem. 

Serão necessários os votos de metade mais um (maioria simples) dos 81 senadores presentes para confirmar ou não a decisão da Comissão Especial do Impeachment , que aprovou nesta quinta-feira, por 14 votos a 5, o relatório do senador Anastasia, favorável ao prosseguimento da ação e do julgamento da presidente afastada por crime de responsabilidade.

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Lewandowski ainda assegurou que a defesa e acusação terão, cada uma, direito a seis testemunhas no julgamento final do impeachment de Dilma. A votação, de acordo com ele, deve começar no final de agosto.

Comissão Especial do Impeachment realiza reunião após votação do relatório do Impeachment nesta quinta-feira (4)
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 04.08.2016
Comissão Especial do Impeachment realiza reunião após votação do relatório do Impeachment nesta quinta-feira (4)


A expectativa é que o julgamento dure até uma semana. Caso chegue à fase final, o ministro adiantou que não pretende realizar sessões no fim de semana.

Contando com resultado desfavorável à Dilma na próxima votação, senadores que apoiam o impeachment pressionam para que a conclusão do processo ocorra ainda neste mês. 

Defesa

Ao deixar a Comissão do Impeachment nesta quinta-feira, o advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, disse esperar que a próxima votação, na terça-feira, não seja realizada de maneira apressada e que a análise leve mais de um dia.

“Espero que o amor à pressa não faça ceder o amor à Justiça”, disse. Cardozo defendeu que, a partir de terça-feira, assim como em um juri, acusação e defesa tenham, cada uma, uma hora e meia para se manifestar, além de mais uma hora para réplica das partes.

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Pelas contas de Cardozo, só para essa etapa seriam necessárias cinco horas, sem contar os pronunciamentos dos senadores. O advogado acrescentou que Dilma Rousseff não deverá comparecer ao Senado na semana que vem e que ainda não sabe se ela participará do julgamento final.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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