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Presidente afastada afirmou que o Partido dos Trabalhadores deve resgatar toda a sua história pois só assim o partido poderá ter uma "sobrevida"

 É a segunda vez, em menos de uma semana, que a presidente afastada Dilma Rousseff faz críticas ao PT
Roberto Stuckert Filho/PR/Fotos
É a segunda vez, em menos de uma semana, que a presidente afastada Dilma Rousseff faz críticas ao PT

A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) precisa admitir seus erros, tanto na questão ética como no uso de verbas públicas, e passar por uma grande processo de transformação. Para presidente afastada, o PT deveria resgatar sua história, pois só terá "sobrevida" se seus militantes souberem "fazê-lo seguir em frente".

Na última quarta-feira, a presidente afastada Dilma Rousseff já havia feito críticas ao PT após o marqueteiro João Santana declarar que recebeu por caixa 2 US$ 4,5 milhões do partido, referentes à dívida da campanha de 2010. A presidente disse que a responsabilidade sobre os pagamentos era da "tesouraria do partido".

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Dilma também mostrou que não vai aceitar pagar por erros cometidos por dirigentes petistas. Argumentou, porém, que não é possível confundir falhas individuais com a legenda. "A instituição, que é o PT, tem de ser preservada, tem de ser melhorada, tem de ser democratizada. Mas ela tem de continuar, tem de seguir o seu rumo. As pessoas é que têm de fazer as suas autocríticas", finalizou.

Anastasia defende que Dilma enfrente julgamento final do impeachment

No relatório final apresentado na fase de prenúncia do processo contra a presidente afastada Dilma Rousseff, nessa terça-feira (2), o relator da Comissão Especial do Impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG), reafirmou sua tese de que a petista cometeu crimes de responsabilidade e pediu para que ela seja levada ao julgamento final da ação no Senado Federal.

Anastasia reafirma no texto sobre o impeachment que a petista abriu créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional e fez operações de crédito com instituição financeira controlada pela União, as chamadas pedaladas fiscais .

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No voto, o relator diz que a crise econômica que o Brasil atravessa hoje é fruto do que ele chamou de “expansão insustentável do gasto público” feito no governo de Dilma e destaca que os artifícios e manobras fiscais utilizados para a expansão do gasto implicaram perda de confiança dos agentes econômicos, dos investidores, das pessoas físicas, nos números da economia, no futuro da economia e na perda do grau de investimento do País pelas principais agências de classificação de risco.

Defensor de Dilma no processo do impeachment, José Eduardo Cardozo em conversa com o relator Antonio Anastasia
Geraldo Magela/Agência Senado - 2.8.16
Defensor de Dilma no processo do impeachment, José Eduardo Cardozo em conversa com o relator Antonio Anastasia

Ainda segundo o tucano, com tudo isso vem a percepção, para a comunidade internacional, de que o Brasil não é um país comprometido com as metas fixadas em lei, e que os compromissos de ordem financeira não são levados a sério.

“Trata-se de conduta grave, que atenta não apenas contra a responsabilidade fiscal, mas, principalmente, contra as prerrogativas do Congresso Nacional. Embora a política fiscal seja executada pelo Poder Executivo, ela somente se legitima pela aprovação do Poder Legislativo, que é o representante maior da sociedade brasileira.

Ainda no voto distribuído ao senadores, Anastasia diz que nesse processo a sociedade brasileira precisa observar o que ele considera pontos fundamentais. “Em primeiro lugar, o descontrole fiscal compromete a sustentabilidade das políticas públicas de serviços fundamentais para a sociedade, que nada mais são do que a justa contraprestação do governo aos tributos pagos pelos cidadãos", avaliou Anastasia.

"Em segundo lugar, o desequilíbrio das contas públicas amplia o endividamento público e impacta vários indicadores econômicos (como inflação, PIB, desemprego e taxa de juros), que, por sua vez, representarão prejuízos à qualidade de vida da população. Por fim, o Poder Legislativo, que é a caixa de ressonância da sociedade, não pode ter suas funções constitucionais de fiscalização e controle do orçamento usurpadas pelo Poder Executivo. A democracia também exige o controle da sociedade sobre a gestão do dinheiro público”, concluiu o relator.

No voto distribuído ao senadores, Anastasia diz que nesse processo a sociedade brasileira precisa observar o que ele considera pontos fundamentais. “Em primeiro lugar, o descontrole fiscal compromete a sustentabilidade das políticas públicas de serviços fundamentais para a sociedade, que nada mais são do que a justa contraprestação do governo aos tributos pagos pelos cidadãos", avaliou Anastasia.

"Em segundo lugar, o desequilíbrio das contas públicas amplia o endividamento público e impacta vários indicadores econômicos (como inflação, PIB, desemprego e taxa de juros), que, por sua vez, representarão prejuízos à qualidade de vida da população. Por fim, o Poder Legislativo, que é a caixa de ressonância da sociedade, não pode ter suas funções constitucionais de fiscalização e controle do orçamento usurpadas pelo Poder Executivo. A democracia também exige o controle da sociedade sobre a gestão do dinheiro público”, concluiu Anastasia em seu relatório na comissão de impeachment de Dilma Rousseff.

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