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Além da lavagem de dinheiro, Cláudia Cruz é acusada por evasão de divisas de US$ 1 milhão provenientes de crimes praticados pelo marido

Estadão Conteúdo

Moro acatou o  pedido de Cláudia  para ter acesso à íntegra do processo na Suíça que quebrou o sigilo dela e do marido
Reprodução/Twitter
Moro acatou o pedido de Cláudia para ter acesso à íntegra do processo na Suíça que quebrou o sigilo dela e do marido

O juiz Sérgio Moro negou nesta segunda-feira (1º ) os pedidos de Cláudia Cruz, jornalista mulher do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para suspender a ação penal contra ela por lavagem de dinheiro e evasão de mais de US$ 1 milhão provenientes de crimes praticados pelo peemedebista no esquema de corrupção na Petrobras.

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Em seu despacho, o juiz analisa ponto a ponto os argumentos da defesa de 140 páginas de Cláudia Cruz e até acata em parte alguns deles, como o pedido para ter acesso à íntegra do processo na Suíça que quebrou o sigilo da jornalista e de seu marido.

Ainda assim, o magistrado afirma que "não se vislumbra" nenhum motivo para suspender o processo. "Não tem qualquer propósito pretender acesso à integralidade do processo de investigação realizado na Suíça para questionar a sua validade perante os Tribunais brasileiros", assinalou Moro, pontuando que, caso tivesse interesse em questionar a investigação que veio ao Brasil, Cláudia deveria contratar um advogado na Suíça para questionar o procedimento no país europeu.

Em seu despacho, o juiz da Lava Jato analisa ponto a ponto os argumentos da defesa de Claudia Cruz  com 140 páginas
Alan Sampaio / iG Brasília
Em seu despacho, o juiz da Lava Jato analisa ponto a ponto os argumentos da defesa de Claudia Cruz com 140 páginas


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Moro também negou o pedido para colocar em sigilo a ação, mas pediu para que a defesa de Cláudia indique quais documentos que envolvem dados pessoais protegidos por lei que ela deseja colocar em sigilo. O juiz também negou o argumento de cerceamento e defesa e o pedido para considerar ilegais as provas encaminhadas pela Suíça.

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"Não vislumbro na longa peça (de defesa) nenhuma causa de absolvição sumária, como atipicidade manifesta ou a presença manifesta de causa excludente do crime, motivo pelo qual a instrução deve prosseguir", diz o magistrado.

Moro ainda pede que a defesa de Cláudia Cruz explique no prazo de cinco dias o porquê de ter chamado uma testemunha de Cingapura e que ela providencie as perguntas e a documentação necessária para a cooperação com aquele país.

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