Tamanho do texto

Preso em junho na Operação Custo Brasil, ex-ministro Paulo Bernardo foi acusado de receber propina de R$ 100 milhões no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que comandava durante governo Lula

Estadão Conteúdo

Paulo Bernardo: esquema de desvios milionários teria continuado mesmo após deflagração de operação da PF
Agência Brasil
Paulo Bernardo: esquema de desvios milionários teria continuado mesmo após deflagração de operação da PF


O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo e mais 19 investigados na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, nesta segunda-feira (1º).

LEIA TAMBÉM:  Esquema de Paulo Bernardo "ainda se mantém", aponta investigação

O grupo é acusado de montar uma organização criminosa no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que teria movimentado propinas de R$ 100 milhões envolvendo empréstimos consignados a servidores públicos.

O sistema de pagamento de propina, segundo a Procuradoria da República, envolveu a celebração de um Acordo de Cooperação Técnica entre a pasta e duas entidades representativas de instituições financeiras – a Associação Brasileira de Bancos e o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar – para a contratação da empresa Consist em 2010.

LEIA MAIS:  Procuradoria pede ao STF urgência no caso envolvendo Gleisi e Paulo Bernardo

O esquema de propina funcionou até 2015 e custou cerca de 70% do faturamento líquido da empresa, que criou um software para a gestão dos empréstimos consignados de servidores do Poder Executivo Federal.

Foram oferecidas três denúncias pela Procuradoria, que resultam da Operação Custo Brasil, deflagrada em 23 de junho – desdobramento das fases 17 e 18 (Pixuleco 1 e 2) da Operação Lava Jato.

As denúncias são de autoria dos procuradores da República Andrey Borges de Mendonça, Rodrigo de Grandis, Sílvio Luís Martins de Oliveira e Vicente Solari de Moraes Rego Mandetta, da força-tarefa da Custo Brasil.