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Deputado repetiu na manhã desta quinta-feira os argumentos que vem usando para afirmar que a condução do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética foi injusta

Estadão Conteúdo

Eduardo Cunha voltou a ir pessoalmente fazer sua defesa na reunião da CCJ nesta quinta-feira
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 14.7.16
Eduardo Cunha voltou a ir pessoalmente fazer sua defesa na reunião da CCJ nesta quinta-feira

Após duas reuniões e mais de 11 horas horas de discussão, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania rejeitou todos os recursos do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e seu processo de cassação deve seguir para o Plenário.

Foram 48 votos contra e 12 a favor do relatório do deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que levaria o processo de volta para o Conselho de Ética. Cunha argumentava 16 irregularidades, mas o relator entendeu que apenas uma era procedente – a votação nominal teria sido feita sem amparo nas regras da Câmara.

Porém, a CCJ entendeu que a votação por chamada por partido em ordem alfabética foi acordada pelo Conselho e faz parte das práticas da Câmara.

No último pronunciamento previsto para Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fazer sua defesa em análise de recurso na CCJ sobre sua possível cassação, o peemedebista falou que há má-fé no processo e citou "inimizades capitais".

Durante discurso de 20 minutos, Cunha repetiu nesta quinta-feira (14) os argumentos que vem usando para afirmar que a condução do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética foi injusta, com erros regimentais e decisões políticas.

O parlamentar voltou a dizer que o processo contra seu nome no Conselho de Ética se baseia apenas em acusações, sem direito de defesa. Ele argumentou que se o mesmo princípio for usado para os colegas que também são alvos de investigação, todos serão cassados.

Ao pedir que os colegas fizessem um julgamento técnico na CCJ e deixassem a avaliação política para o plenário, Cunha mandou um longo recado a seus desafetos.

"Aqueles que desejam tanto me punir pelo enfrentamento político que fizeram, aqueles que eu derrotei na eleição de presidente da Câmara, que não se conformam, mas sequer têm votos para disputar uma eleição como ontem e sequer tentam, aqueles que eu efetivamente abri o processo de impeachment e consequentemente querem uma retaliação para buscar uma cabeça para tentar desvalorizar todo o processo de impeachment, aqueles que efetivamente me enfrentaram pelas pautas que foram colocadas e que foram derrotadas, aqueles que acham que a minha retirada da vida pública é a forma de compensar o seu fracasso, esses o façam no plenário, no seu momento apropriado, mas aqui temos de prezar pela juridicidade", disse.

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