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Policiais cumprem 23 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, quatro de custódia temporária e sete de condução coercitiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

Estadão Conteúdo

Alvo da operação da PF desta segunda-feira é o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Alvo da operação da PF desta segunda-feira é o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (4) a 31ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Abismo. O alvo, desta vez, é Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, que já está preso, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Ferreira foi capturado na Operação Custo Brasil, que mirou também o ex-ministro Paulo Bernardo.

A ação deflagrada nesta manhã envolve cerca de 110 Policiais Federais e aproximadamente 20 servidores da Receita Federal, que cumprem 23 mandados de busca e apreensão, além de um de prisão preventiva, quatro custódias temporárias e sete conduções coercitivas – quando o investigado é levado para depor e liberado, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Em detalhes

A investigação central desta fase tem o objetivo de apurar a fraude ao processo licitatório, o pagamento de valores indevidos a servidores da Petrobras e o repasse de recursos a partidos políticos em virtude do sucesso obtido por empresas privadas em contratações específicas. Um exemplo é o projeto de reforma do Cenpes – Centro de Pesquisas da Petrobras - na Ilha do Fundão na cidade do Rio de Janeiro.

São apuradas pela Polícia Federal as práticas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação num contexto amplo de sistemático prejuízo financeiro imposto à Petrobras.

O nome Abismo remete, dentre outros aspectos, às tecnologias de exploração de gás e petróleo em águas profundas desenvolvidas no Cenpes, mas também à localização das instalações, que ficam na Ilha do Fundão (no bairro Cidade Universitária, zona norte do Rio de Janeiro).

A operação já prendeu seu principal alvo, o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, depois de expedir contra ele um mandado de prisão preventiva. Os presos serão levados à sede da Polícia Federal em Curitiba ainda nesta segunda-feira. Por enquanto, Paulo Ferreira está detido na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Ferreira é suspeito de ligação com o esquema Consist – empresa de software que teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento na gestão Paulo Bernardo. 

Sob o comando de Bernardo, que liderou a pasta de março de 2005 a janeiro de 2011 no governo Lula, o Planejamento assinou acordo com o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (SINAPP) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Essas entidades contrataram a Consist para desenvolver o sistema de gerenciamento e controle dos créditos consignados. De 2010 a 2015, o esquema teria gerado R$ 100 milhões em propinas sobre o contrato da Consist.

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