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Aparelhos estão em falta por conta da crise econômica no Rio de Janeiro e só devem chegar na próxima quinta-feira (7)

Empresário Adir Assad sendo transferido do Presídio Ary Franco para o Bangu 8, zona oeste do Rio
Fábio Motta/ Estadão Conteúdo 02.07.2016
Empresário Adir Assad sendo transferido do Presídio Ary Franco para o Bangu 8, zona oeste do Rio

O Plantão Judiciário da Justiça Federal no Rio de Janeiro negou na tarde deste sábado (2), o pedido de prisão domiciliar sem tornozeleiras eletrônicas dos cinco presos na Operação Saqueador da Polícia Federal.

Ontem (1º), o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, concedeu prisão domiciliar para os empresários Carlos Augusto Ramos – o Carlinhos Cachoeira –, Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu e para o dono da Delta, Fernando Cavendish. Entretanto, devido à crise financeira do governo do Rio, faltam tornozeleiras eletrônicas.

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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que os presos foram transferidos do presídio Ary Franco, em Água Santa, zona norte do Rio de Janeiro, para o presídio Bangu 8, em Bangu, zona oeste, onde ficam os presos com curso superior. Ainda segundo a Seap, somente na quinta-feira (7), as novas tornozeleiras devem chegar.

O advogado de Marcelo José Abbud e Adir Assad, Miguel Pereira Neto, disse que resta uma petição simples a ser apreciada pelo Plantão Judiciário e tem esperanças de que seus clientes sejam soltos ainda hoje. “Ainda acredito que, por uma questão de coerência e razoabilidade, o tribunal vai decidir ainda hoje que eles devem esperar em casa pelas tornozeleiras. Mas se o tribunal proibir, cabe uma reclamação, quando uma instância originária descumpre uma decisão do tribunal, que é uma instância superior”, explicou.

Segundo o advogado, Abbud tem uma condição diferenciada por possuir tornozeleiras desde que foi condenado no processo da Lava Jato.

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