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Nome de confiança de Dilma Rousseff, Kátia Abreu assumiu posto do senador José Pimentel no colegiado a pedido do PT

Estadão Conteúdo

Kátia Abreu era ministra da Agricultura no governo da presidente afastada Dilma Rousseff
Roberto Stuckert Filho/ PR - 7.5.16
Kátia Abreu era ministra da Agricultura no governo da presidente afastada Dilma Rousseff

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) estreou nesta terça-feira (28) como membro titular na Comissão Especial do Impeachment do Senado. Ex-ministra da Agricultura no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Kátia Abreu substituiu o senador José Pimentel (PT-CE) por indicação do PT. A troca ainda será oficializada em votação no plenário do Senado, mas já foi anunciada na comissão pelo presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB).

Em sua primeira fala, Kátia reforçou a tese da defesa de Dilma, que afirma que a presidente afastada não pode ser responsabilizada pela emissão de decretos de crédito suplementar. Segundo ela, a União apenas "viabilizou" a operação de crédito junto ao Plano Safra, "mas quem assina a operação de crédito é o produtor rural" junto aos bancos. "Banco não tem prejuízo, não conheço banco que dá alguma coisa para alguém. Eu até gostaria de conhecer", ironizou.

"A partir do momento em que o Tribunal de Contas da União disse: na hora em que os seis meses vencerem e que o banco apresentar a conta ao governo, aí tem que ser pago imediatamente, a partir daquela decisão, o governo federal não atrasou nem um minuto, depois que o órgão de controle mudou a regra e fez outra definição. E ninguém está reclamando dessa nova definição, mas é uma nova definição que não era usada anteriormente."

Ela ressaltou que a emissão de decretos foi feita por gestões anteriores, como Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e questionou se os dois também poderiam ser "irresponsáveis". De acordo com Kátia, há "intolerância", "incompreensão" e "taxação de crime explícito contra Dilma" em um momento de crise por quatro decretos. "Na verdade, isso tudo é um pano de fundo, e nós sabemos que a decisão, aqui, é política", afirmou.

Na tarde desta terça-feira, os senadores ouviram o ex-advogado-geral da União Luís Inácio Adams, a última testemunha da sessão de hoje. No entendimento de Adams, havia uma jurisprudência de que os decretos podiam ser emitidos. Antes dele, prestou depoimento o ex-ministro da Defesa de Dilma, Aldo Rebelo, que disse não ter identificado nenhuma irregularidade nos decretos na época em que foram emitidos pela presidente.

Veja quem são os senadores que compõem a comissão do impeachment:


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