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Braço-direito do ex-deputado José Janene, João Cláudio Genu e mais três foram indiciados nesta quarta-feira por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Estadão Conteúdo

João Cláudio Genu, ex-assessor do PP, foi condenado no mensalão e preso na Operação Lava Jato
Joedson Alves/Estadão Conteúdo - 20.09.05
João Cláudio Genu, ex-assessor do PP, foi condenado no mensalão e preso na Operação Lava Jato

A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (22), o ex-assessor do PP João Cláudio Genu por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Braço-direito do ex-deputado José Janene, morto em 2010, Genu foi preso no último dia 23 de maio, pela Operação Repescagem, 29ª fase da Lava Jato. A PF defende a permanência de Genu atrás das grades.

Também foram enquadrados a mulher de Genu, Claudia Genu, o cunhado do ex-assessor, Antônio Gontijo Rezende e Lucas Amorim – todos por lavagem de dinheiro.

A PF afirma que Genu integrou uma quadrilha formada pelos então deputados federais José Janene (PR), Pedro Henry (MT) e Pedro Corrêa (PE), todos do PP.

"Após o cumprimento dos mandados de busca e prisão, com a colheita dos termos de declarações dos investigados, foi melhor esclarecido sobre os integrantes deste subgrupo criminoso, que neste inquérito diz respeito à quadrilha formada pelos então deputados federais José Janene (PP-PR), Pedro Henry (PP-MT) e Pedro Corrêa (PP-PE)", diz o relatório da PF, subscrito pelo delegado Luciano Flores de Lima.

De acordo com o documento, a organização também era formada pelo então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef.

Segundo a PF, João Cláudio Ganu "fazia parte do esquema de recebimento de propinas decorrentes dos contratos que as empreiteiras fechavam com a Petrobras", na Diretoria de Abastecimento da estatal, controlada pelo PP, desde 2004, quando o então deputado Janene indicou o engenheiro Paulo Roberto Costa para a direção da área.

De acordo com a PF, Genu foi um dos mentores do esquema de desvio de verbas do contrato da Petrobras para o Partido Progressista
SCO/STF
De acordo com a PF, Genu foi um dos mentores do esquema de desvio de verbas do contrato da Petrobras para o Partido Progressista


A Diretoria de Abastecimento foi a precursora do vasto esquema de propinas instalado na Petrobras durante 10 anos. A Lava Jato descobriu nos pagamentos de propinas a políticos e ex-dirigentes da estatal promovidos pelo doleiro Alberto Youssef.

"Cabe destacar desde já, que "JC GENU", como se identificava em alguns casos para o doleiro Alberto Youssef, era um dos mentores do esquema de desvio de verbas de contratos da Petrobras para o Partido Progressista PP, desde a época do Mensalão, em razão do cargo que exercia naquele Partido por longos anos dentro do Parlamento brasileiro e por ser um dos principais assessores do ex-deputado Federal José Janene", sustenta a PF.