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Folga em junho já é tradicional na Câmara dos Deputados, que só deve voltar à normalidade com a chegada do mês de julho

Estadão Conteúdo

Câmara dos Deputados ficará vazia nos próximos dias para parlamentares festejarem o São João
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados ficará vazia nos próximos dias para parlamentares festejarem o São João


Deputados federais terão quatro dias de folga no mês de junho – parlamentares não trabalharão na quarta e na quinta-feira desta semana (22 e 23) e da próxima (29 e 30). O motivo: festa junina. Como acontece todos os anos, a Câmara não realizará sessões de votação nesses dias para que políticos possam participar dos festejos. Às sextas-feiras, normalmente não há sessões de votações na Casa.

O argumento é de que os deputados, principalmente os do Nordeste, precisam participar destas festas de São João em suas bases eleitorais. Em ano de eleições municipais, dizem, essa participação é ainda mais importante.

Para que pudessem ser liberados, deputados tentaram fazer um "esforço concentrado" de votações entre segunda (20) e terça-feira (21). Mas na prática muitos emendaram a folga. Sem quórum, a Casa acabou votando apenas uma medida provisória, em decisão simbólica, ou seja, sem contagem nominal de votos.

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) avisou que não descontará nenhuma das faltas dos salários dos deputados. Segundo parlamentares, Maranhão já vem adotando essa postura desde que assumiu o comando da Casa – postura diferente da do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que descontava as faltas dos salários.

Na manhã desta quarta-feira (22), os corredores da Casa já estão vazios. As comissões permanentes também não estão funcionando. Os poucos deputados presentes estão no plenário, acompanhando sessão especial da comissão geral que debate dez medidas de combate à corrupção formuladas em projeto de Lei que tramita na Câmara.

Diferente de Cunha, presidente interino da Câmara Waldir Maranhão não desconta faltas
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Fotos Públicas
Diferente de Cunha, presidente interino da Câmara Waldir Maranhão não desconta faltas


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