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Lira Maia foi condenado por irregularidades em recursos federais destinados a reformas de escolas municipais na época em que era prefeito da cidade de Santarém, oeste do Pará

Estadão Conteúdo

Joaquim Lira Maia ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília
Agência Senado
Joaquim Lira Maia ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília

O ex-deputado federal Joaquim Lira Maia (DEM-PA) foi condenado pela Justiça Federal em Santarém, oeste do Pará, por desvio de recursos federais destinados a reformas de escolas municipais na época em que ele era prefeito da cidade. Lira Maia vai perder seus direitos políticos por 10 anos, além de ter que devolver cerca de R$ 10 milhões aos cofres públicos por improbidade administrativa.

A sentença foi proferida no dia 20 de maio pelo juiz federal Domingos Daniel da Conceição Filho, mas só divulgada nesta quinta-feira (16).

Segundo o processo, o valor desviado foi repassado a várias empresas de fachada ligadas a familiares e associados de Lira Maia. Além disso, o ex-deputado comprou duas fazendas e a madeira para a construção de uma mansão em Santarém com os recursos da prefeitura.

Foram condenados no mesmo processo Jerônimo Ferreira Pinto, ex-secretário municipal de Infraestrutura, Maria José Marques, que chefiava a pasta de Educação à época, e Francisco de Araújo Lira, dono da construtora Taipu. Os três são considerados peças fundamentais do esquema de desvio de verbas públicas federais.

Os condenados ainda podem recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Em fevereiro deste ano, Lira Maia foi condenado por desvio e apropriação de recursos municipais entre os anos de 1997 e 2004, quando era prefeito de Santarém. A pena de prisão era de 7 anos e 6 meses, mas foi extinta por prescrição. A reportagem tentou contato com Lira Maia, mas o ex-deputado federal não foi encontrado.