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Ex-presidente da subsidiária da Petrobras afirmou, em delação premiada, que políticos de seis partidos se beneficiaram de esquema; segundo delator, Temer pediu doações para Chalita

Presidente em exercício Michel Temer foi citado em delação premiada de Sérgio Machado
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 02.06.16
Presidente em exercício Michel Temer foi citado em delação premiada de Sérgio Machado

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado listou, em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, nomes de 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobras. O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) também foi citado pelo delator. Segundo Machado, Temer teria pedido a ele recursos ilícitos para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Segundo o delator, todos os políticos citados por ele "sabiam" do funcionamento do esquema de corrupção capitaneado por ele na estatal e "embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, que não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro". Ainda segundo Machado, nenhuma das doações solicitada por ele às empresas era lícita.

De acordo com Machado, empreiteiras que mantinham contrato com a estatal realizavam pagamentos mensais de propinas para políticos – parte por meio de entrega de dinheiro vivo e parte por meio de doações oficiais como forma de garantir os contratos com a estatal que era área de influência do PMDB. O delator assumiu a presidência da estatal em 2003, por indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros, dos senadores Jader Barbalho, Romero Jucá e Edison Lobão e do ex-presidente José Sarney, todos da cúpula do PMDB e que foram beneficiados com propinas do esquema.

Ele admitiu ainda que administrava a estatal visando "extrair o máximo possível de eficiência das empresas contratadas pela estatal, tanto em qualidade quanto em preço" e que outros políticos, além dos responsáveis por sua indicação ao cargo, também se beneficiaram do esquema criminoso.

"O depoente também repassou propina, via doação oficial, para os seguintes: Cândido Vaccarezza (PT), Jandira Feghali (PCdoB), Luis Sérgio (PT), Edson Santos (PT), Francisco Dornelles (PP), Henrique Eduardo Alves (PMDB), Ideli Salvatti (PT), Jorge Bittar (PT), Garibaldi Alves (PMDB), Valter Alves, José Agripino Maia (DEM), Felipe Maia (DEM), Sergio Guerra (PSDB, morto em 2014), Heráclito Fortes (PMDB), Valdir Raupp (PMDB)".

Machado também informou que Michel Temer o acionou para obter doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo".

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