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Presidente em exercício disse que Executivo não deve interferir em pautas dos outros Poderes; Temer lembrou que, ao assumir interinamente, pregou a "reconstitucionalização" do País

Estadão Conteúdo

Acusado de se articular em favor de Cunha, Michel Temer disse que governo não é de
Ueslei Marcelino/Reuters
Acusado de se articular em favor de Cunha, Michel Temer disse que governo não é de "amigos"


O presidente em exercício Michel Temer, aliado de Eduardo Cunha, disse que o Executivo não vai interferir nos demais Poderes no que diz respeito à cassação do mandato do parlamentar afastado.

A declaração foi feita no cenário em que o Conselho de Ética da Câmara vota o relatório que pede a cassação de mandato de Cunha (PMDB-RJ) e a força tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pede a condenação do deputado por improbidade administrativa.

“São matérias do Legislativo e do Judiciário”, respondeu Temer, depois de visitar as instalações do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, e se reunir com ministros e autoridades estaduais e municipais. Temer disse que, ao assumir a presidência, pregou a "reconstitucionalização" do País. "É preciso acabar com isso de o Executivo se meter nas coisas do Legislativo e do Judiciário", declarou.

A força tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Lava Jato protocolou na segunda-feira (13) uma ação civil pública por improbidade de Cunha, apontado o parlamentar como beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras. Os procuradores pedem reparação de danos no valor de US$ 10 milhões (equivalente a R$ 35 milhões), a perda dos bens adquiridos de forma ilícita e indisponibilidade de bens. Também pedem a suspensão dos direitos políticos de Cunha por dez anos.

Na Câmara, o Conselho de Ética vota na tarde desta terça-feira (14) o parecer pela cassação do mandato de Cunha.

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