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Preso por facilitação de contrabando, agente da PF Newton Ishii foi condenado a quatro anos e cumprirá prisão domiciliar

Agente Newton Ishii ganhou notoriedade ao participar das prisões mais importantes da Lava Jato
Cassiano Rosário/Futura Press
Agente Newton Ishii ganhou notoriedade ao participar das prisões mais importantes da Lava Jato


A Justiça do Paraná impôs oito deveres e obrigações ao agente Newton Hideroni Ishii para que ele possa cumprir pena inicialmente em regime domiciliar, usando tornozeleira eletrônica. O agente, conhecido como “Japonês da Federal” por atuar em importantes prisões na Operação Lava Jato, foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão por facilitação de contrabando na fronteira com Foz do Iguaçu.

Ao permitir que o "Japonês da Federal" cumpra a pena em "regime semiaberto harmonizado" – entre 23h e 5h em casa e durante o dia no trabalho –, a 2.ª Vara de Execuções Penais de Curitiba determinou que ele tenha cuidados especiais com a peça que levará presa à perna.

"Não queimar, quebrar, abrir, forçar, danificar ou inutilizar a tornozeleira eletrônica ou qualquer um dos acessórios que a acompanham, ou deixar que pessoa diversa o faça, sendo de sua integral responsabilidade a boa conservação do equipamento", impõe o despacho judicial no item B. O agente condenado também não poderá "retirar ou permitir que outra pessoa retire a tornozeleira eletrônica, exceto por determinação expressa deste Juízo".

Ishii terá de manter, "obrigatoriamente, a carga da bateria da unidade de monitoramento eletrônico em condições de funcionamento, carregando diariamente e de forma integral o equipamento até que a bateria esteja cheia".

O "Japonês da Federal" terá de obedecer "imediatamente às orientações da Central de Monitoramento por meio de alertas sonoros, vibratórios, luminosos e contato telefônico diretamente com a equipe em caso de dúvida sobre alerta que desconheça".

Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo
"Japonês da Federal" atuou na prisão do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher Mônica


A Justiça autorizou o agente a utilizar a tornozeleira atendendo a um pedido do superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Rosalvo Ferreira Franco. Em petição à Justiça do Paraná, o chefe da PF argumentou que "o regime de pena imposto ao sentenciado (seu subordinado) seria o de semiliberdade e, por ostentar condição de agente da PF, o agente ganhou notoriedade ao realizar as escoltas de diversos presos da Operação Lava Jato".

Para o delegado Rosalvo "não seria prudente o recolhimento (de Ishii) em um sistema prisional ou em qualquer sala ou compartimento das polícias desta Capital". O superintendente destacou ainda que "a utilização da tornozeleira eletrônica possibilitaria o exercício de atividade laboral pelo apenado, com recolhimento em sua residência".