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Segundo Moura, vários partidos levaram proposta a Dilma há alguns meses, mas ela não aceitou debater por "arrogância"

Líder na Câmara diz não ver possibilidade de Dilma conseguir barrar seu impeachment no Senado
Agência Brasil
Líder na Câmara diz não ver possibilidade de Dilma conseguir barrar seu impeachment no Senado

O líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou nesta sexta-feira (10) que a sugestão da presidente Dilma Rousseff de fazer um plebiscito sobre novas eleições, caso reassuma a presidência da República, é tardia. Segundo Moura, diversos partidos propuseram a ideia para Dilma há alguns meses, porém "sua arrogância e prepotência não permitiram" que ela aceitasse debater o assunto.

"A presidente podia perfeitamente ter sensibilidade de entender que o Brasil chegou ao limite com o governo dela e ter feito essa proposta antes. Ela tinha autoridade para colocar isso em prática, mas quando teve a oportunidade não fez", disse. "Essa proposta foi feita lá atrás e ela, no alto da sua arrogância, nem sequer quis discutir isso. Portanto agora ela não tem mais legitimidade para fazer essa proposta", criticou o líder do governo.

Moura não quis comentar a viabilidade da proposta do plebiscito na Câmara, porque diz não ver "possibilidade nenhuma" de Dilma barrar o processo de impeachment no Senado. "Isso é desespero do antigo governo", comentou. Para ele, a atuação do presidente Michel Temer no Congresso com as medidas econômicas do ministro Henrique Meirelles tem sido satisfatória e a possibilidade de uma nova eleição não seria bem vista pela população.

Somente o Congresso Nacional tem o poder de convocar um plebiscito. A proposta precisaria ser apresentada por no mínimo um terço dos senadores ou deputados e aprovada pelas duas Casas por maioria simples. Na última quinta-feira (10), em entrevista veiculada pela TV Brasil, a presidente afastada Dilma Rousseff admitiu pela primeira vez uma consulta popular caso ela reassuma a presidência da República.