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Ex-ministro de Dilma perdeu prerrogativa de foro privilegiado após afastamento da petista; denúncia da PGR contra Wagner é sigilosa e agora está nas mãos do juiz federal de Curitiba

Jaques Wagner foi exonerado no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada
André Dusek/Estadão Conteúdo - 29.3.16
Jaques Wagner foi exonerado no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello determinou nesta quinta-feira (9) a remessa de um pedido de abertura de investigação contra Jaques Wagner, ex-ministro do Gabinete Pessoal da Presidência da República, para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

Mello atendeu a requisição da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o pedido tramite na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, pelo fato de o ex-ministro ter sido exonerado após o afastamento da presidente Dilma Rousseff  e não ter mais a prerrogativa de foro privilegiado.

O pedido chegou ao tribunal de forma oculta e não é possível saber quais as denúncias contra Jaques Wagner. Consta na decisão do ministro que a PGR requereu abertura da investigação criminal "em razão de fatos possivelmente ilícitos relacionados a Jaques Wagner, detentor, à época da pretensão formulada, de foro por prerrogativa de função, porquanto ocupava, com status de ministro."

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