Tamanho do texto

Novos valores aparecem após quebra de sigilo bancário de Luís Cláudio Lula da Silva e sua empresa, a LFT Marketing Esportivo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: família investigada por suposto recebimento de propina
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula - 19.04.16
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: família investigada por suposto recebimento de propina

Investigadores da Operação Zelotes descobriram que o filho caçula do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, e sua empresa, a LFT Marketing Esportivo, receberam quase R$ 10 milhões. Até agora se sabia que Luís Cláudio havia embolsado R$ 2,5 milhões da Marcondes & Mautoni, consultoria acusada de comprar medidas provisórias.

Os novos valores apareceram após quebra do sigilo bancário dele e da empresa de 2009 a 2015, informa a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. A LFT foi criada em 2011. Lula também é alvo da Zelotes.

A empresa de Luís Cláudio não tem funcionários registrados nem expertise em consultoria. O trabalho para a Mautoni foi copiado da internet. Além das suspeitas sobre a compra de medidas provisórias editadas por Lula e Dilma Rousseff, a Zelotes investiga suposta propina na compra de caças suecos pelo governo Dilma.

Em nota, os advogados de Luís, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, afirmam que o jornal O Estado de S. Paulo vazou "ilegalmente dados sigilosos da investigação". 

"A verdade irrefutável é que Luís Cláudio não recebeu os valores indicados pelo jornal. A empresa Touchodow Promocoes e Eventos Ltda. atua na organização do principal campeonato de futebol americano no País e, para tanto, aufere receitas através de patrocínio e venda de ingressos, como qualquer outra do setor. E foi para esta atividade canalizadas as verbas de patrocínio obtidas na legalidade", diz a nota.

"Além da inverdade publicada, é inadmissível que o vazamento tenha ocorrido antes mesmo que os advogados de Luís Cláudio tivessem acesso ao procedimento, em cumprimento à decisão do Ministro Dias Toffoli [...] Aparenta ser uma represália aos advogados que buscam os direitos de seu cliente e ao próprio Ministro, que concedeu a medida com base em entendimento assentado na Corte (Sumula 14). O ocorrido será levado ao Supremo Tribunal Federal para que sejam tomadas as medidas necessárias para apuração da autoria do crime praticado."

Ainda de acordo com a defesa do caçula de Lula, "há muito o jornal usa suas páginas para lanças suspeitas intevidas sobre Luís Cláudio". "Quem comete ilegalidade é o veículo de imprensa em sua campanha persecutória e difamante", conclui.

* Com iG São Paulo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas