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Como vice de Aécio Neves, senador fez parte da chapa do PSDB na campanha eleitoral que reelegeu Dilma à Presidência

Estadão Conteúdo

Aloysio Nunes (PSDB-SP) terá uma reunião no Planalto para que o convite seja formalizado
Geraldo Magela/Agência Senado
Aloysio Nunes (PSDB-SP) terá uma reunião no Planalto para que o convite seja formalizado

O tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP) será o novo líder do governo no Senado. A informação foi confirmada pelo ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. O parlamentar foi vice candidato à presidente na chapa de Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014 e é citado no âmbito das investigações da operação Lava Jato.

Nunes terá uma reunião no Palácio do Planalto para que o convite seja formalizado, apesar de ainda negar a informação. Na manhã desta terça-feira (31), o presidente em exercício Michel Temer ligou para o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), para comunicar a escolha.

Em fevereiro, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), anexou novos fatos sobre o senador Aloysio Nunes e o ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em um inquérito mantido até hoje sob sigilo na Corte.

O inquérito não faz parte da Lava Jato, mas tanto Nunes quanto o ex-ministro são investigados por supostos crimes eleitorais com base na delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, obtida no âmbito da operação.

Veja fotos da votação do parecer do impeachment no Senado:

Ao incluir as informações no inquérito de Mercadante e Nunes, Mello atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). "O pagamento de vantagens pecuniárias indevidas a Aloysio Nunes Ferreira e Aloizio Mercadante pelo grupo empresarial UTC, em valores em espécie e, inclusive, sob o disfarce de doação eleitoral 'oficial', pode configurar os crimes de corrupção passiva ou de falsidade ideológica eleitoral e de lavagem de dinheiro", escreveu ao STF, em novembro, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko.

Diferentemente de outros tucanos, Nunes evitou comentar os diálogos entre o ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, flagrado dando conselhos a investigados na Lava Jato – que o derrubaram do cargo. O senador minimizou a questão e disse que não é possível parar a Lava Jato. Horas depois, o ministro se demitiu.