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Em visita a Paris, ministro das Relações Exteriores de Temer elogia sistema político vigente em Portugal e Cabo Verde

Estadão Conteúdo

José Serra não perdeu a pose e continuou na festa do colega senador depois do banho de vinho
Pedro França/Agência Senado - 14.10.2015
José Serra não perdeu a pose e continuou na festa do colega senador depois do banho de vinho


Depois de passar por Cabo Verde, o novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, esteve em Paris e voltou a defender a adoção do semipresidencialismo no Brasil. O chanceler se recusou a comentar a instabilidade política em Brasília, mas fez elogios rasgados ao sistema político vigente em Portugal e no Cabo Verde – país que visitou na sexta-feira (27), antes de ir à capital francesa.

"Eles têm um sistema semipresidencialista, que é precisamente o que eu acredito que seria o melhor para o Brasil. Tem o primeiro-ministro, que cuida do governo, e o presidente, que cuida dos assuntos do Estado", disse Serra, ponderando que o modelo português se aplicaria melhor no País do que o francês. 

"Talvez seja o mais parecido [...] É semi porque tem eleição direta para presidente. O presidente não é eleito pelo Congresso, como é na Itália ou na Alemanha."

A viagem é a primeira de Serra fora das Américas depois de ser empossado como ministro do governo interino. Na capital de Cabo Verde, Praia, o diplomata se encontrou com o presidente José Carlos Fonseca e com o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, com os quais tratou de assuntos como a cooperação nas áreas de saúde, educação, militar e a realização de congressos nos países de língua portuguesa.

Embaixadas
Na visita, Serra ainda rechaçou especulações sobre ameaças às representações brasileiras em Serra Leoa e na Libéria, países devastados por guerras civis, e acusou a oposição, agora representada pelo Partido dos Trabalhadores, de inventar informações para tentar complicá-lo.

"Isso não tem nada a ver. É uma onda sem pé nem cabeça. Eu apenas mandei fazer uma análise da utilidade e dos custos de cada embaixada. É uma providência elementar", justificou. "Como esse pessoal do PT não tem nada para falar a respeito do atual quadro, ficam caraminholando em torno dessas coisas."

Serra reiterou, ainda, o interesse do Brasil em se aproximar da África. "Claro que em uma região bastante restrita, mas um começo de preparação para o encontro Brasil-África que faremos no ano que vem", afirmou. 

"A África subsaariana cresceu entre 2000 e 2010 ao ritmo equivalente ao dobro da América do Sul, e de 2010 a 2016, a um ritmo equivalente ao triplo. É um mercado crescente para nós e que nos interessa bastante."

Veja quem são os ministros empossados pelo governo de Michel Temer: