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Ministro Teori Zavascki aceitou nesta quarta-feira (25) termos de colaboração do ex-presidente da Transpetro envolvido em gravação que culminou na saída de Romero Jucá de ministério

Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki
Nelson Jr./SCO/STF - 23.02.16
Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, homologou nesta quarta-feira (25) o acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Filiado ao PMDB, Machado foi pivô da polêmica que derrubou o então ministro do Planejamento Romero Jucá no início desta semana após a divulgação de conversas entre os dois.

Na gravação publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo", Machado demonstra preocupação com o desenrolar da Operação Lava Jato e Jucá sugere um "pacto nacional" que envolveria até mesmo o próprio STF para "estancar a sangria" provocada pela operação.

A equipe de Temer no Planalto receia que, com a delação de Machado, outras pessoas da cúpula do PMDB, próximas ou não ao governo, possam ser atingidas em partes da conversa gravada que ainda não foram reveladas.

Na conversa entre o ex-presidente da Transpetro, que é uma das subsidiárias da Petrobras investigadas na Lava Jato, são citados o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

*Com informações do Estadão Conteúdo


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