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Após recuar, presidente em exercício, Michel Temer, disse que posse do novo ministro é "homenagem à cultura nacional"

Cerimônia de Posse de Marcelo Calero como ministro da Cultura do governo Michel Temer
Beto Barata/PR - 24.5.16
Cerimônia de Posse de Marcelo Calero como ministro da Cultura do governo Michel Temer

O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou na tarde desta terça-feira (24) que "fatos equivocados em um dado momento podem gerar fatos positivos em outras ocasiões" e exemplificou a "posse individualizada" e "especial" do ministro da Cultura, Marcelo Calero. "Ao dar posse a Calero estou homenageando a cultura nacional", disse. Segundo Temer, os demais ministros tomaram posse de maneira informal e, por isso, a posse de Calero estava sendo registrada de forma individualizada e especial.

Em seu discurso, Calero disse que “o partido da cultura é a cultura”. “Estaremos sujeitos sempre a aquilo que a sociedade demanda, nunca a serviço de um projeto de poder. O financiamento público é uma ferramenta imprescindível para que a cultura cumpra sua tarefa elementar de sustentação da nacionalidade”, afirmou Calero.

O ministro destacou que quer marcar sua gestão por um “amplo, franco e produtivo” diálogo com os mais diversos segmentos da cultura. “Um diálogo que não seja um fim em si mesmo, mas que resulte em melhorias efetivas. Serei o ministro do diálogo, da ampliação da participação social, da busca de soluções que sejam fruto do debate e do entendimento”, acrescentou.

O diplomata e ex-secretário de Cultura do Rio havia sido anunciado secretário nacional da Cultura, mas, depois de pressões de artistas e servidores, Temer decidiu voltar atrás e recriar a pasta da Cultura. Assim, Calero foi alçado ao posto de ministro.

Criador do MinC, ex-presidente José Sarney converas com Michel Temer em cerimônia
Beto Barata/PR - 24.5.16
Criador do MinC, ex-presidente José Sarney converas com Michel Temer em cerimônia

Logo no início de seu discurso, Temer pediu aos presentes que aplaudissem o ex-presidente José Sarney, "já que foi ele o criador" do Ministério da Cultura. O presidente exaltou discurso de Calero. "Ele disse muito bem: a cultura não é de ninguém, a cultura não é de partido, a cultura é nacional", afirmou.

Temer destacou o perfil de diplomata de Calero e disse que além de boas referências trazidas pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, a quem Calero seria subordinado, a passagem do agora ministro pela secretaria de Cultura do Rio foi boa. "Em sua gestão, ele conseguiu reunificar todo o setor cultural e deu-lhe grande desempenho", disse. "O Marcelo (Calero) é diplomata e, como todo diplomata, é capaz de fazer uma coisa essencial para o Brasil hoje: que é o diálogo."

O presidente em exercício refez a promessa de quitar os débitos com o setor até o final em parcelas. "Há um déficit na Cultura de R$ 230 milhões e vamos quitar esse déficit ainda este ano", disse.

Apoio
O cineasta Cacá Diegues, que compareceu à cerimônia, disse que a posse de Calero era um reconhecimento da classe artística. "Fui o que mais escreveu contra a extinção do Ministério, vim aqui para celebrar o reconhecimento", disse. O cineasta destacou o trabalho de Calero no Rio e afirmou que agora é o momento de a classe artística colaborar para que seu trabalho na pasta dê certo.

Além de Cacá Diegues, poucos artistas compareceram à posse de Calero, como a atriz e diretora Carla Camurati e o ator Odilon Wagner.

*Com informações da Agência Brasil