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Colegiado só deve voltar a se reunir na quarta-feira; aliados de Dilma querem usar gravação de conversa de Jucá para pedir a suspensão dos trabalhos da comissão do impeachment

Nova fase da análise do processo contra a presidente Dilma deve ser iniciada na quarta-feira
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - 24.02.2016
Nova fase da análise do processo contra a presidente Dilma deve ser iniciada na quarta-feira

A retomada dos trabalhos na comissão que analisa o pedido de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff foi adiada no Senado Federal. Isso porque o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), agendou para as 11h desta terça-feira (24) a sessão que vai analisar a revisão da meta fiscal. O encontro da comissão especial do impeachment estava marcado para o mesmo horário, e agora ocorrerá somente na quarta-feira (25).

Com os mesmos membros, o colegiado se transforma agora na comissão processante, que vai analisar o mérito da questão do impeachment, ou seja, se a presidente Dilma cometeu de fato crime de responsabilidade.

O PT, agora na oposição, anunciou que pedirá ao presidente do Senado que a comissão seja suspensa, com o argumento de que houve desvio de finalidade na condução do processo. Eles querem usar como justificativa a gravação do ministro afastado do Planejamento, Romero Jucá, em que sugere que era preciso "trocar o governo" e trazer "Michel Temer" para conter as investigações da Operação Lava Jato.

Saiba quem são os senadores que compõem a comissão do Impeachment:


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