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Defesa de Romero Jucá confirmou diálogos e disse não haver gravidade no seu conteúdo; em entrevista a rádio, ele afirmou ter falado sobre economia com ex-presidente da Transpetro

Romero Jucá negou ter falado sobre Operação Lava Jato com ex-presidente da Transpetro
José Cruz/Agência Brasil - 13.5.2016
Romero Jucá negou ter falado sobre Operação Lava Jato com ex-presidente da Transpetro

A defesa do ministro do Planejamento, Romero Jucá, confirma que ele teve um encontro com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, mas nega que o objetivo da conversa tenha sido traçar um plano para conter o avanço da Operação Lava Jato.

Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a conversa entre os dois foi "totalmente republicana". Ele alega que o peemedebista jamais teve a intenção de interferir nas investigações sobre o esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

Segundo Kakay, "juridicamente" não há "nenhuma gravidade" no que teor da gravação que foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira, 23. "Em 1h15 de conversa, aquilo é o que virou notícia? Isso não nos preocupa em nada", disse.

Em entrevista à rádio CBN na manhã desta segunda-feira (23), Romero Jucá afirmou que o trecho no qual cita "estancar as sangrias" com Machado se referia ao cenário econômico do Brasil e não à investigação da Lava Jato. "Eu sou o maior interessado que a investigação ocorra com rapidez", disse ele, que foi citado na delação premiada do senador cassado Delcídio Amaral. Segundo a sua versão, a "delimitação" dita durante a gravação diria respeito a especificar quem cometeu crimes e quem seria inocente.

Durante a entrevista, Romero Jucá negou que vá colocar seu cargo à disposição ou pedir demissão, e disse continuar trabalhando normalmente na aprovação da nova meta fiscal do governo Michel Temer. Ele não sabe quem teria gravado os diálogos, uma vez que as conversas ocorreram pessoalmente e apenas entre os dois.

Acusação

Na última sexta-feira (20), o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de inquérito para investigar Romero Jucá em um suposto esquema de recebimento de propinas na construção da usina de Belo Monte, no Pará.

O pedido ocorreu após delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral, em março, no qual citou o hoje ministro do Planejamento. Jucá nega participação em esquemas de corrupção.

*Com informações do Estadão Conteúdo